Com a confirmação
das novas identidades do Homem-Morcego e do Menino-Prodígio, Grant Morrison
agora pode falar com tranqüilidade sobre seus planos para Batman
and Robin, série que estreia em junho nos EUA. Em entrevista ao
site IGN, o escritor comentou sua abordagem da HQ.
Se você continua sem saber quem são os novos heróis
e não está a fim de spoilers, não siga.
O novo Batman é Dick Grayson, o primeiro Robin. Já o novo Robin
é Damian al Ghul, filho de Bruce Wayne com Talia al Ghul - personagem criado
pelo próprio Morrison. O escocês acha isso bastante claro: "Quando
comecei a escrever, vi que o conceito é extremamente simples. O cara que era
Robin agora é o Batman, e o filho maldito de Batman agora é o Robin. Dá para
explicar isso para qualquer pessoa na rua que ela vai entender. Qualquer um
compreende que Robin cresceu e tornou-se Batman. Acabei de ouvir que a DC teve
um dos maiores pedidos de compra da primeira tiragem que já teve em anos, então
é importante que o material seja acessível - e todo mundo sabe quem é Dick Grayson".
Sobre suas referências para a série, o escritor continua citando
David Lynch ("porque o mundo em que vivemos também é muito
estranho e inexplicável, e tem muitos dementes por aí com idéias estranhas sobre
como as coisas funcionam"), menciona Marilyn Manson ("aquela
sensação de pesadelo dos clipes de Marilyn Manson dos anos 90, e o clipe que
Chris Cunningham fez para Windowlicker"), além de Lewis Carroll
e Adrenalina 2 ("depois de assistir, achei que
tudo à minha volta estava em slow motion. Quero conseguir esse efeito nos quadrinhos").
Morrison diz que, especialmente nas edições em que colabora com
o desenhista Frank Quitely - as três primeiras, e da décima
à décima-segunda -, o foco será muita ação. "Tem um cara, Siam, que é três
caras misturados como, tipo, trigêmeos siameses. Frank inventou a coisa toda,
e esse cara tem sua própria versão de kung fu com seis braços, seis pernas e
três cabeças. Ver ele lutar com Batman e Robin na edição 2 é incrível. Nunca
houve algo assim."
Apesar de estar sendo cobrado para voltar ao Coringa, o escritor
diz que vai criar mais Bat-vilões. E dá inclusive a fórmula para eles: "Tem
que ter um visual distinto. Você pode pegar algo que já funcione nos mitos de
Batman, como o palhaço do mal. Dá para fazer versões diferentes disso, como
o mímico assassino no Clube dos Vilões. Ou outra perspectiva, colocando uma
máscara da morte e criando um vilão do Dia dos Mortos mexicano. Dá para fazer
esses temas evoluírem. Batman também enfrenta às vezes pessoas que se
comportam como animais - Mulher-Gato, Crocodilo, Pingüim, Morcego-Homem -,
então você pode pegar garotas-répteis ou garotas-serpente ou caras como o Flamingo,
que vou apresentar. E tem também os vilões 'jogos e chistes', como Coringa e
Charada, e os vilões tipo Dick Tracy, baseados no rosto, como Duas Caras, Sem-Rosto
etc. Há uma série de ingredientes com os quais você pode trabalhar para criar
um vilão do Batman".
Por fim, Morrison lembrou que Batman
#666 - a edição apocalíptica, publicada no Brasil em Batman #68
(julho de 2008) - é um indicativo do que vem por aí com o personagem, principalmente
em termos de ameaças.
O IGN também apresentou as capas que o ilustrador J.G.
Jones está fazendo para as Bat-séries em junho. Confira na galeria (junto com
as capas de Quitely mostradas anteriormente).
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