O evento "Blackest Night" da DC Comics
seria, nas palavras do editor-chefe Dan DiDio, uma saga contida
na linha de títulos ligada a Lanterna Verde - parte de uma
nova estratégia de editora de não fazer grandes eventos com ramificações por
todas as suas séries. Os leitores, afinal, reclamam de ter que comprar séries
além das suas preferidas para entender uma única história.
Os previews de agosto da editora, liberados esta semana, porém,
revelam que a realidade será outra. Junto a Blackest Night #2, parte
da minissérie em oito capítulos que responde pela maior parte da saga, começarão
três minisséries: Blackest Night: Batman, Blackest
Night: Superman e Blackest Night: Titans,
cada uma com três capítulos. A saga, portanto, se estende pelo Universo DC e,
mesmo que não afete outras séries, seus efeitos serão vistos em minisséries
com os principais personagens da editora.
A estratégia é a mesma que a Marvel vem utilizando em suas próprias
sagas. Ao invés de fazer eventos como Guerra Civil, Hulk Contra
o Mundo, Invasão Secreta e Dark Reign passarem por todas
as suas séries, personagens chave da editora ganham minisséries como Secret
Invasion: Spider-Man, X-Men: Dark Reign, Fantastic Four: Dark
Reign e outras.
O caso, porém, não é apenas da DC copiando a Marvel. Segundo Rich
Johnston, do site Comic Book Resources, a Marvel deve adotar a mesma
estratégia da DC para justificar o aumento de preços que todos gibis devem sofrer
ao longo deste ano nos EUA: histórias secundárias (os "back-ups").
Como a DC anunciou
em março, personagens como Besouro Azul, Caçadora,
Capitão Átomo e outros serão "atrações secundárias" de séries
como Doom Patrol, Detective Comics, Booster Gold
e outras. É uma tentativa de justificar o aumento do preço médio dos gibis de
US$ 2,99 para US$ 3,99.
Segundo Johnston, a Marvel vai adotar a mesma estratégia e já
estaria preparando HQs secundárias para alguns de seus títulos. A editora ainda
não confirmou a medida, mas Johnston a dá como certa.
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