É mais do que apropriado que 100 Balas, uma das séries de maior sucesso da linha Vertigo, chegue ao final na edição 100 - como Brian Azzarello e Eduardo Risso, a dupla que produziu todas as edições, previram desde o início.
Pois o número chegou. A DC/Vertigo anunciou o lançamento de 100 Bullets #100, nos EUA, para fevereiro. Veja o texto publicado sobre a edição nos previews:
"Aqui está. Quase uma década depois, a série aclamada pela critica e vencedora do Eisner chega ao seu inevitável e sangrento final. Qual será o destino do agente Graves e do resto do elenco? Quem ainda estará de pé quando a fumaça do tiroteio baixar? Descubra na épica edição final da série o que a revista Playboy chamou de 'uma reflexão sobre dinheiro, poder e moral... a melhor série nos quadrinhos hoje'."
A série foi lançada em 1999. A premissa era a seguinte: o Agente Graves, sem ligação aparente com qualquer governo do mundo, rondava os EUA concedendo a pessoas injustiçadas uma pasta com um revólver, 100 balas e provas de quem é o responsável pela injustiça - além da garantia de que, caso a pessoa optasse por executar sua vingança, nunca seria descoberta pela polícia.
Com o passar dos anos, a série revelou que Graves é parte de uma conspiração de décadas envolvendo os verdadeiros donos do poder no mundo, e as pastas com 100 balas um dos métodos para tentar derrubar esta organização.
Comparada aos filmes de Quentin Tarantino e Guy Ritchie, bem como aos bons autores da literatura policial, como Elmore Leonard e Raymond Chandler, 100 Balas criou a carreira de Brian Azzarello nos quadrinhos e lançou o argentino Eduardo Risso para o mercado dos EUA. Os dois devem voltar a trabalhar juntos após a conclusão da saga.
No Brasil, a série é publicada em capítulos pela editora Pixel Media.