"Eu não havia comido nada desde o café da manhã, mais de doze horas antes, e descobri que quando te dão uma caipirinha de maracujá depois de cinco horas e meia de autógrafos, de estômago vazio, você sabe que funcionou porque seus pés ficam dormentes. É possível que meus pés tenham desaparecido. Por sorte, eles voltaram antes de eu ter que caminhar até o hotel, mas foi bem estranho."
Esta foi uma das experiências mais notáveis do britânico Neil Gaiman na Festa Literária Internacional de Paraty, neste fim de semana, de acordo com o próprio blog do autor. Para quem foi conhecê-lo, a experiência mais notável foi a fila: Gaiman bateu recorde na Festa atraindo uma legião de fãs que o manteve autografando livros, HQs, camisetas e tudo mais do início ao fim da tarde de sábado.
No início da semana, o autor prometeu, em seu blog, "autografar para quem estiver lá, dure o quanto durar" - desde que pudesse assistir à fala do dramaturgo Tom Stoppard às 19h. Segundo sua própria estimativa, foram mais de 600 pessoas atendidas. As filas para os outros autores presentes eram, para manter uma metáfora literária, "tímidas" perto da de Gaiman.
A experiência, pelo menos, foi mais agradável que a da última visita do inglês ao Brasil, em 2001 - quando ele teve que autografar para o dobro de pessoas, em São Paulo.
Gaiman teve lançados no Brasil, recentemente, sua coletânea de contos Coisas Frágeis (Conrad) e a versão somente em prosa de Stardust (Rocco). O último volume de Sandman (Conrad) será publicado este mês e o livro de entrevistas Passeando com o Rei dos Sonhos: Conversas com Neil Gaiman e seus Colaboradores (HQManiacs) está prometido para breve. Por enquanto não há previsões de lançamento de seus trabalhos mais recentes por aqui, como Interworld, The Dangerous Alphabet e The Graveyard Book.