A Piada Mortal original

A versão recolorida

Fãs reagem à recolorização de clássicos dos quadrinhos

Batman: A Piada Mortal e a obra completa de Carl Barks ganham polêmicas repaginadas

04/04/2008Érico Assis

Dois lançamentos deste ano - um que acaba de sair, outro é previsto para novembro - atraíram comentários dos fãs pelo mesmo motivo: recolorização.

O primeiro é a edição comemorativa dos 20 anos de Batman: A Piada Mortal, de Alan Moore e Brian Bolland. O próprio Bolland resolveu recolorir a obra, transformando consideravelmente o trabalho que ele mesmo havia feito nos anos 80. O site PopCultureShock colocou o original e a nova versão em comparação. Confira ao lado.

A mudança divide os fãs. Enquanto o PopCultureShock elogia as novas cores, o blogueiro Christopher Butcher diz que as cores "photoshopizadas", apesar de muito bem feitas, tiraram boa parte da emoção do trabalho.

Fãs brasileiros vão ter que ir atrás da edição importada para conferir. Questionada pelo Omelete, a Panini disse que não tem intenções de publicar a edição remasterizada tão cedo. A Piada Mortal foi republicada ano passado, em sua versão original, em Grandes Clássicos DC: Alan Moore.

A outra obra, que provoca reações bem antes de seu lançamento, é a primeira caixa (de dez) contendo a obra completa de Carl Barks na Disney. Embora os fãs comemorem a idéia da editora Gemstone - a blogueira Heidi MacDonald diz que a obra é "o Tintim americano" -, lamentaram saber que as páginas sairão na versão recolorida.

Matthias Wivel, blogueiro especialista na obra do homem dos patos, diz que a recolorização - feita pela editora escandinava Egmont - é "amadora": "Do tipo que se via no início da colorização por computador há uns 15 anos e que ainda continua a afetar algumas publicações", escreve. Ele providenciou uma comparação, inclusive, aqui.

Se você está se perguntando... Sim, é a mesma recolorização que está saindo no Brasil, em As Obras Completas de Carl Barks. Embora tenhamos que ficar gratos por esse material estar disponível de novo, é impossível não perceber que (1) as cores originais nunca seriam neste tom computadorizado que estamos vendo e (2) as novas cores parecem não combinar com o tom clássico das histórias.

Os fãs dos EUA chegam a citar outra coleção da obra de Barks, publicada pela editora Another Rainbow nos anos 80, em que o material saiu em preto-e-branco - o que permitia apreciar melhor a obra do mestre.

 
 


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