A história de Jim Shooter é uma das mais edificantes dos quadrinhos. Leitor insatisfeito das aventuras da Legião dos Super-Heróis, sua equipre preferida, ele começou a enviar roteiros para a revista, já com lay-outs de página, para a DC Comics dos anos 60. O editor Mort Weisinger gostou do que viu e decidiu contratar o escritor iniciante. Chamou-o para uma entrevista. Shooter foi com a mãe: tinha 13 anos.
É este mesmo Jim Shooter, hoje com 55 anos, que retomará seus personagens prediletos na série Legion of Super-Heroes a partir da edição 37, em dezembro. O rumor de que ele voltaria à série corria pelos sites de notícias há algumas semanas, e finalmente foi confirmado pela DC e pelo escritor ao site Newsarama. Acompanhando-o, inicia na série também o desenhista Francis Manapul.
Shooter diz que sempre amou "o conceito da Legião - jovens heróis em um futuro fantástico. Os personagens mudaram um pouco, mas nada que estrague a minha festa. São os primeiros personagens dos quadrinhos que escrevi. Eles ainda são muito especiais para mim".
Nestes 30 anos que o separam da sua primeira época com a Legião, Shooter tentou ficar longe dos quadrinhos - disse que queria fazer outra coisa ao acabar o colegial -, mas acabou voltando às HQs em posições editoriais. Foi um criticado editor-chefe da Marvel entre 1978 e 1987, fundou três outras editoras (Valiant, Defiant e Broadway) e, nos últimos anos, estava afastado do mercado.