Lá fora: Os lançamentos norte-americanos
Lá fora: Os lançamentos norte-americanos
A
partir desta semana, o Omelete lê e comenta todos os grandes lançamentos em
quadrinhos nos Estados Unidos.
Será que aquele projeto que foi tantas vezes notícia aqui rendeu alguma coisa
boa ou foi decepcionante? Quais são as novas séries que estão agitando os
leitores americanos? Onde estão surgindo os novos nomes, seja de escritores
ou ilustradores?
Vamos conferir aqui, sempre atentos às lojas especializadas americanas, as
respostas para estas e outras perguntas.

LOBO: UNBOUND
1
Lobo está finalmente de volta em aventuras solo, e desta vez retorna
com tudo que merece. Keith Giffen aceitou reassumir a personagem
que rejeitara anos atrás, e resolveu que não existe mais limite de decência
para as tramas do Maioral.
A primeira edição começa com a sanguinária história do parto de Lobo
e sua infância depravada. Na seqüência, saltamos para os dias de hoje,
quando ele é contratado para assassinar um produtor cinematográfico
cujo grande poder está nas próprias bolas. Escroto, literalmente. Em
seguida, o Maioral recebe... ou melhor, pega um novo contrato que está
dentro de um local inimaginável e mal-cheiroso. Deve matar o imperador
do planeta Y´Abbah Dhabba Dhu.
Giffen está mesmo sem limites, e traz a melhor história do Lobo desde
Lobo está morto. A mini-série (seis edições) é pintada por Alex
Horley, que dá um aspecto Heavy Metal aos cenários alienígenas
e à matança desenfreada. Ótima diversão.
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TOKYO STORM WARNING
1
Warren Ellis, em meio a essa sua mania de querer fazer
todo tipo de quadrinho, resolveu que quer brincar com monstros e super-robôs
japoneses. Tokyo Storm Warning é o resultado.
Em 1945, um navio militar encontra alguma coisa estranha no oceano.
Os Estados Unidos descobrem, deduzem que o Japão já tem sua bomba atômica
e bombardeiam Tóquio em vez de Hiroshima.
Em 2003, o Japão é um país hipertecnológico (mais hiper do que já é
na realidade) graças ao que aquele navio encontrou 60 anos atrás. Uma
americana é convocada para participar do projeto Tokyo Storm,
que utiliza robôs gigantes, vindos não se sabe de onde, para enfrentar
monstros a la Godzilla surgidos também de algum lugar desconhecido.
A primeira edição (de três) é meio assim, perdida, mesmo. Vamos ver
o que acontece até o final. Por enquanto, a mini-série lembra muito,
muito, muito, mas muito, Evangelion. Será que o plágio
vai ficar ainda mais descarado?
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PLANETARY/BATMAN: NIGHT ON EARTH
O mesmo Warren Ellis aí de cima
é o responsável por mais um capítulo de uma das melhores, se não a melhor,
série da atualidade.
O trio da Planetary é convocado
pelo escritório de Gotham City para investigar, como não
poderia deixar de ser, um crime bizarro. Um novo assassino, solto pelos
becos da cidade, é o resquício de um macroevento que aconteceu
em 1986, quando inúmeras terras paralelas fundiram-se numa só...
Batman, é claro, não pretende
deixar forasteiros se meterem nos assuntos da sua cidade.
A edição especial é um presente para
os fãs do Homem-Morcego, mas dizer o porquê vai fazer a história perder
a graça. Ellis usa aquele ritmo fantástico de mil idéias malucas por
página, que já é característico de Planetary. E John Cassaday...
se ele não é o melhor desenhista dos quadrinhos de ação atuais, é com
certeza um dos melhores. Aqui, ele se supera.
Sem dúvida, um dos melhores gibis do
ano.
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TRINITY
1
A nova mini-série com o triunvirato de
personagens mais famosas do mundo chega com muita pompa. Três edições,
64 páginas cada, papel especial... tudo para mostrar o primeiro trabalho
em conjunto de Super-Homem, Batman e Mulher-Maravilha.
Como manda a tradição, se temos três
heróis andando juntos, há pelo menos três superameaças à frente. Ra’s
Al Guhl desperta o andróide Bizarro e alia-se a uma amazona
renegada num plano que, pelo que mostra a primeira edição, parece ter
como alvo o Super-Homem.
A edição é levezinha, sem muitas surpresas.
Matt Wagner escreve e desenha no seu estilo calmo e controlado,
não parecendo aquele mesmo cara que promove banhos de sangue em Grendel.
Com exceção de alguns momentos mais pesados, o clima da mini-série lembra
muito o do dos desenhos animados de Super-Homem e Batman. Deve agradar
aos fãs destes.
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TROUBLE
1
A primeira mini-série do recauchutado
selo Epic, da Marvel, traz as aventuras de Mary, May,
Richard e Ben, quatro jovens que se conhecem trabalhando
num hotel durante o verão de muito anos atrás, e só querem saber de...
ahm... aproveitar a vida!
Mary e Richard, um dia, serão os pais
de um menino especial chamado Peter Parker... ou será
que não? Há apostas entre os leitores de que a mini-série vai revelar
que tia May e tio Ben são os verdadeiros pais do garoto que virá a ser
o Homem-Aranha. Porém não se pode afirmar nada só com
o primeiro número (de cinco) em mãos.
Aqui, os quatro protagonistas são apresentados
uns aos outros. Richard pega a loira Mary, Ben, a ruiva May e a edição
acaba com cada casal no seu quarto...
Bem avançadinho, comparando ao gibi Marvel
tradicional, não? Vamos ver o que as próximas edições, que prometem
ser memoráveis, vão trazer.
Os roteiros de Mark Millar
estão abaixo da média, com clichês demais, mas os desenhos de Terry
e Rachel Dodson são legais - qualquer desenhista que faz
você achar a tia May gostosa já merece um grande elogio.
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