<b>Tim Festival 2004</b> faz história com edição 2004
<b>Tim Festival 2004</b> faz história com edição 2004
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A edição paulista do Tim Festival, substituto do antigo Free Jazz, já tem lugar garantido no quesito eventos históricos no mundo musical brasileiro.
O festival ocupou um espaço gigantesco no Jóquei Clube de São Paulo durante os três dias do último fim de semana.
As opiniões, quase unânimes, apontavam a superioridade da edição paulista contra a anterior - ano passado, no Rio de Janeiro - em relação à infra-estrutura.
Mas problemas com segurança assustaram os freqüentadores do festival no primeiro dia, com um grande número de furtos de celulares e câmeras digitais; além de uma revoada de mosquitos que devoravam os presentes, principalmente no palco Lab. Mas nos dias seguintes, com a segurança reforçada e a presença bem-vinda do friozinho paulista, que espantou os insetos, os problemas diminuíram bastante.
Diversidade sob os holofotes
Os shows foram divididos em quatro palcos: o mais afastado era dedicado ao jazz e ao público de gosto mais elitista, e os outros três, voltados a uma seleção da música contemporânea.
A boa curadoria do festival, como já era tradição do Free Jazz, não privilegiou nenhuma vertente exclusiva do mundo da música. O lineup ia do jazz clássico ao pop bastardo, passando pelo indie rock e pelo reggae dos sound systems jamaicanos.
Não faltaram acontecimentos monumentais nos palcos, como a apresentação pré-aposentadoria da diva do jazz Nancy Wilson, logo depois do pianista moderno Brad Mehldau, que releu Beatles e Radiohead a uma platéia não tão antenada ao rock atual.
Na vertente pop, dois shows ganham maior destaque: a segunda vinda do grupo alemão Kraftwerk e a presença histórica do mito Brian Wilson, ex-Beach Boys .
Isso além da primeira (e provavelmente única) passagem dos britânicos Libertines no país, da musa alternativa PJ Harvey e da brasileira Bebel Gilberto.
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