Em meio às discussões sobre como trazer de volta aos Estados Unidos os empregos levados para a China graças aos baixos salários e parcos direitos dos trabalhadores chineses, a Broadway se prepara para a estréia do primeiro espetáculo produzido pelos chineses. Shaolin conta a história de um órfão de guerra criado pelos monges lutadores de kung fu do templo da província de Henan. O espetáculo foi apresentado anteriormente em Sydney e nas Olimpíadas de Pequim.
A peça deve mostrar uma grande quantidade de lutas, como é a norma dos filmes chineses de artes marciais, mas o co-produtor Robert J. Nederlander garante que haverá também uma história no espetáculo. Nerdelander, que reconheceu saber pouco sobre a cultura chinesa, explicou que o objetivo era encontrar um show com apelo para a Broadway e uma conexão com os Jogos Olímpicos. Sua ligação com a China começou em 2005, quando ele fechou uma joint venture com a Beijing Time New Century Entertainment. A empresa foi a primeira a se beneficiar das novas regras que permitiram a participação de empresas estrangeiras na indústria teatral chinesa a partir de 2007.
A parceria levou a uma turnê chinesa de peças como 42nd Street e Aída, que será a primeira produção da Broadway a ser apresentada na Mongólia. O objetivo, além de expandir o mercado, é exibir espetáculos até então proibidos pelo governo chinês.