O show que não
estava lá
No dia 10 de outubro
recebo um e-mail avisando sobre o cancelamento do show que o Stone
Temple Pilots faria dali a quatro dias. A sensação fica entre
estupor e raiva, afinal como é que uma assessoria de imprensa resolve
se pronunciar a apenas quatro dias da realização de um evento? E o
pior: quando todo mundo que se interessou pelo show já sabe há mais
de mês que a apresentação não ia acontecer? Todo mundo sabe porque:
1) lê. Todos os sites relacionados a música já haviam dado a letra.
2) quando foi comprar o ingresso, descobriu que não havia tickets disponíveis
e que, “não, senhora, o site da
Ticketmaster já parou de divulgar o show. A senhora não viu esta informação
on-line hoje, já que não há mais nada sendo divulgado a respeito”.
Isso uma semana depois do primeiro anúncio da apresentação, na boca
da bilheteria do Credicard Hall. Ou seja: o consumidor deve ficar
24 horas ligado ao site da organização. O mesmo não pode ser dito
da assessoria do evento, que não deve nada e só fica sabendo
que o show não vai acontecer quatro dias antes da data marcada! Maravilha.
Ah, sim, o motivo:
imprevistos técnicos. Curiosamente o mesmo dado para a não realização
do show do Nine Inch Nails, que justiça seja feita, foi anunciada
bem antes da data agendada para a apresentação. Só que no caso do
Nine Inch Nails o que pega mais é o motivo. Conversas de bastidores
dão conta de que a baixa procura por ingressos do show em Porto Alegre
(cancelado antes) teria matado a apresentação em São Paulo. Moral
dos organizadores: se você não pode ter muito, é melhor não ter
nada. O público? Ganha uma banana. Só assim, de supetão, consigo
pensar em uma solução rápida para a pendenga: dois shows em São
Paulo, que tal? Duvido, juro, corto um braço, como se houvesse duas
apresentações na capital paulista, ambas teriam ingressos esgotados.
Mas não, banana a quem comprou ingressos e a quem compraria. “Xiii,
tá dando muito trabalho...” Então não vale a pena. Obrigada
aos gerenciadores de entretenimento do país. Obrigada pela consideração.
Pelo menos economizei 180 reais.
E aí alguém pode
se perguntar: “tá, e por que você
não pega esse dinheiro e compra um ingresso para o Tim, o Planeta Terra...?”
Porque no Tim e no Planeta Terra não tem ninguém que valha o preço
que está sendo cobrado. Não pra mim. Tem um ou outro que desperta
uma coceirinha de curiosidade, tem a possibilidade de juntar uns três
e conseguir se divertir a metade do que eu me divertiria em um show
que realmente queria ir... mas aí inflaciona-se o orçamento e a brincadeira
sai muito cara. Decidido: não vou a nenhum. Pronto. Vou passar batida
pela “incrível agenda de shows do segundo semestre no Brasil”.
Dane-se. Vou ficar juntando um monte de migalha pra ver se consigo um
pãozinho? Tô fora.
Mergulhar? Só se
for com Branson
É engraçada essa
enxurrada de coisas... em vários sentidos. Já comentei aqui o que
é ter acesso a qualquer obra lançada recentemente a um clique de distância. Como
a deliciosa sensação de “saborear” algo novo ficou no passado.
Em volta da minha cama há pelo menos cinco livros que eu já deveria
ter lido. Três começados. Leio uma página e meia do eleito e literalmente
capoto. Não porque fiquei assistindo à maratona de Sopranos
ou ao DVD que minha amiga gravou com o “excelente”
Dexter, segundo ela. Não fiquei ouvindo o novo do Metallica,
do Recoil, do Nine Inch Nails, da Madonna (veja bem, novo
de seis meses atrás). Não, também não é porque fui assistir ao
Linha de Passe ou O Mistério do Samba. Nem porque
encontrei amigos ou fiquei até tarde falando no telefone com um deles.
Não. São dois os motivos: excesso de trabalho e saturação.
Quando
a gente é metralhado com tanta coisa para ler, ouvir, assistir, com
a obrigação de ser culto, boa amiga, boa filha, manter o corpo em
ordem, a carreira profissional progredindo, e ainda assim evitar a formação
de olheiras sob os olhos, o resultado nada mais é que estafa – física
e psicológica. Em termos práticos, não fazer questão alguma de ir
a um show, de ver alguém especial, de aprender mais. Simplesmente querer
ir à ilha de Richard Branson (http://www.neckerisland.com/) e ficar por lá, até virar uva passa, de
tanto sal no corpo e sol na pele. Sozinha e só ouvindo o som do mar
e dos pássaros. E não me venha com água de coco, que eu quero me
esquecer que existe Brasil. Bem politicamente incorreta, mas em paz.
DOSE
EXTRA!
Atendendo a pedidos,
aqui está a Dose Extra de Veneno, espaço reservado aos internautas
do (o), que enviam missivas nem sempre educadas à colunista. Por que
será, hein? ;-P
Sobre
o Coringa – coluna de 19/08/08
Por Ubirajara Gonçalves
Filho
Só
temos algo a dizer pro João Pereira Coutinho:
Why so serious?
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!!!!!!!!!!!
Abraço!
Resposta
Hahahahahhahahahahhahahahha. Adorei!
Como não pensei nisso antes?
Beij(o)!
*-*-*-*-*
Por Rodolfo S. Filho
Luciana,
Costumo acompanhar a sua coluna e gosto bastante dela, mas a última edição está terrível! Raivosa e sem humor.
Melhor sorte na próxima vez.
Resposta
Wow, essa foi sem
anestesia, hein? :)
Tá valendo, Rodolfo, valeu pelo puxão de orelha.
Beij(o)
*-*-*-*-*
Sobre
Pílulas Venenosas II – coluna de
24/03/08
Por Carlos Aguiar
Cara companheira de indignação,
Suas colocações vão ao encontro
de algo que tenho discutido com meus amigos: não tenho mais tesão
pra ouvir música. Ao menos estas que andam por aí. Quando ligo o rádio
no carro, deixo na CBN para ouvir notícias. Em casa, quando estou ao
computador trabalhando, prefiro o silêncio. E no trabalho, desligo
o volume do áudio. Deixei de gostar de música? Não! Claro que não!
Roqueiro que se preza tem sempre um ritmo na cabeça. Mas as minhas
preferidas eu já conheço e as ouço em momentos muito especiais, naqueles
em que uma trilha vale a pena, pois o que anda rolando por aí, não
dá, não consigo. Ficou realmente muito chato.
Se você liga a MTV, só aparecem
aqueles rappers almofadinhas cercados por morenas e
negras, além de algumas loiras, todas de bunda grande. Lembram os áureos
tempos do nosso É o Tchan.
Se liga uma FM, rolam Armandinhos,
Fresnos, CPM22, quando não aquela batida monocórdica e enfadonha dos
clubbers e technos.
Se o dedo escorrega, você acaba
dando com um daqueles pagodes de dor de cotovelo, ou do cervejeiro Zeca
deixando a vida levá-lo. Nada que encante.
Em Floripa tínhamos uma rádio,
a Cultura, em AM, que tocava blues e soul, e agora só música gauchesca.
Ninguém merece.
Este espaço foi ocupado por uma
rádio em FM, a Itapema, do grupo RBS, mas a quantidade de músicas
do chato Caetano Veloso faz a gente se irritar. Não dá!
E aí você vai a uma loja procurar
alguma “novidade”, mas o pessoal que te atende não sabe da metade
do que aquilo se trata. Certa vez aconteceu uma coisa hilária: fui
a uma loja de música pedir um CD de Carmina Burana, de
Carl Orff, para um trabalho que iria apresentar. A moça que me atendeu
disse que “a Carmina não está com lançamento novo, mas
é possível que no próximo ano saia alguma coisa”. Disse assim,
desse jeito, com um sorriso congelado.
Óbvio que quem saiu da loja fui eu, né?
Sobre o iraquiano do seriado Lost,
é verdade, aquela chapinha ficou esquisita. Um torturador, soldado
da guarda de Saddam, usando terno e gravata e ainda um cabelo a Tina
Turner é demais. Alguém errou a mão.
Beijos
Alexandre Carlos Aguiar
Resposta
Olá, caríssimo, como vai?
Tá difícil, né? Mas, mais do que
não ter QUEM ouvir, é não ter tesão pra ir em busca, né? Porque
a coisa ficou tão óbvia que vou te contar... Parece até que os artistas
deixaram de se preocupar em ser inventivos, afinal vendem da mesma maneira,
pagam as contas... Os fãs, trouxas, alimentam os caras, eles sendo
criativos ou não. Ou o problema é comigo, pode ser isso também. Faz
tempo que não ouço é nada, cara, sinceramente.
Hahahahhahahahahhahahahhahaha. Amei
essa história! Putesgrila, não há nada de mau em dizer que não conhece,
né? Seria bem melhor do que dizer isso... Aff, antes ouvir isso que
ser surda, né, não?
Ha! Gosta de Lost também, hein? Ufa,
de certa forma me sinto aliviada... não fui só eu que caí no conto...
;-)
Beij(o)!
*-*-*-*-*
Sobre
a Virada Cultural e a Patife Band – coluna de
06/05/08
Por
Rafael Izzo
Olá
Luciana!
Acabei de ler a sua coluna e lá
vi muitas coisas que martelavam na minha cabeça há
tempos, como a encheção de saco em torno da morte da Isabella e a
palhaçada em volta do Padre Marcelo. Concordo com você
em tudo o que você disse, pois acredito que de alguma forma pertencemos
a um nível de intelecto parecido. Exatamente por isso não escrevo
esse email pra simplesmente assinar
embaixo de tudo o que você
diz. Se você me permite, gostaria de aprofundar um pouco o bate papo.
rs
Deixe-me comparar
um pouco as duas situações ditas por você.
1°
Você e mais 99 pessoas assistindo um show histórico e perfeito de
uma banda absolutamente desconhecida do grande público, mas com aparente
talento musical. Você foi, assistiu, se divertiu demais, porém o fato
da banda continuar obscura apesar dos pesares te incomodou. Não sei
o nível de incômodo que você sentiu, mas algo te chateou a ponto de
escrever a coluna.
2°
1 milhão de pessoas foram ao lava-rápido cerebral do Padre Marcelo.
Pegaram ônibus lotado, metro cheio de gente fedida, filas quilométricas
etc, etc, etc. Chegaram lá, pularam, cantaram, oraram, choraram, riram.
Saíram do show e pegaram o mesmo ônibus lotado, o mesmo metrô cheio
de gente fedida e aposto que foram pra casa extremamente felizes e de
alma lavada.
Antes de fazer a comparação, quero
que saiba que o fato de eu afirmar que as pessoas que foram ao show
saíram de alma lavada não implica que eu concorde ou apóie esse tipo
de manifestação.
Agora sim, a questão que eu quero
chegar é:
Você
presenciou uma apresentação histórica, com cultura de qualidade,
num ambiente muito propício e ainda assim, de alguma forma você
está incomodada. Já o mundaréu de gente que acompanhou o padre Marcelo
passou apuros pra chegar ao local e ainda teve que se conformar com
artistas de quinta categoria que vivem da exploração das camadas menos
favorecidas, mas ainda assim, saíram felizes e contentes.
Sim, pode-se dizer que
é uma felicidade baseada em falsidade e mediocridade. Pode-se dizer
que eles estão sendo ludibriados pela mídia, mas felicidade
é felicidade. Alegria é alegria.
Longe de mim dizer que vale mais
a pena curtir um showzão com o Padre Marcelo, mas
é um tema interessante. A própria bíblia já
dizia que o céu pertencia aos "puros". Sei também que você
não deve ser uma pessoa amargurada que vive na infelicidade, mas hoje
eu percebo que não existe apenas um caminho a se seguir. Eu já
fui xiita culturalmente, brigava pelos meus gostos, que julgava superiores.
Ficava irritadíssimo com demonstrações de inferioridade cultural.
Simplesmente queria morrer quando alguém dizia que o estilo de música
que eu gostava era "chato". Como essas pessoas não podiam
sentir o que eu sentia ao ouvir Radiohead, ou não perceber como os
Beatles eram tão geniais. Mas hoje eu vejo que apesar das percepções
diferentes, essas pessoas não são menores ou menos felizes. Se essas
pessoas não têm toda a bagagem cultural que
é necessária para se apreciar uma banda como Radiohead,
é óbvio que isso será chato pra eles.
É mais que claro que eles não irão prestar atenção.
O fato de estar escrevendo tudo
isso é que sinto na sua coluna uma grande vontade de levar as pessoas
a um patamar mais alto, a um nível cultural melhor, ou seja, eu percebo
a boa intenção, mas convenhamos, essa tarefa
é tão difícil quanto fazer criança comer chicória. E em minha opinião,
além de ser difícil, chega a ser desnecessário.
Desnecessário, pois não há
necessidade vital de ser um profundo conhecedor de cultura para ter
uma vida plena, ou ao menos razoável.
E desnecessário também, pois hoje
a cultura está amplamente divulgada. Apesar dos chorões da década
passada viverem dizendo que antigamente era muito melhor, hoje a abertura
cultural permite que todos tenham o seu espaço. Praticamente todas
as vertentes artísticas têm o seu espaço bem demarcado e
é possível obter todo tipo de cultura mesmo fora da internet. Você
pode até dizer que há muita coisa ruim rolando por aí, mas também
há muita coisa legal, e hoje quem faz um trabalho digno tem muito mais
facilidade pra divulgá-lo do que alguns anos atrás. Então a classe dos "artistas
de verdade" não precisa mais ser defendida com unhas e dentes
como antigamente.
Comecei mansinho, mas no fim das
contas eu me empolguei e acabei criticando até
o formato da coluna. Mas até o fato de você
possuir o seu espaço prova um pouco do que estou tentando dizer.
Falei um caminhão de palavras só
pra deixar a minha crítica a você
aqui embaixo.
Critique à vontade, o debate
é enriquecedor, além de ser extremamente divertido. Mas manere um
pouco nas críticas mais ferozes. Não pelo medo de magoar alguém ou
algo do tipo, mas pelo simples fato de que esse tipo de crítica soa
inútil e desproporcional. Sem contar que quando começamos a nos levar
a sério demais, é porque estamos ficando velhos e chatos.
Bom, agora eu prometo que encerro
por aqui. Chega de escrever um monte de ladainha.
Um abraço!
Resposta
Olá, Rafael, tudo bom? Desculpe pela
demora em responder.
Me incomoda que a cultura
tenha chegado a tal ponto de distorção. Que houvesse um pouco mais
de público no show do Patife, já me deixaria mais feliz. Mas além
de eles sempre terem sido pouco conhecidos, os que gostavam da banda
meio que seguiram sua vida e o público não se renovou.
-
Sem dúvida.
Eu não sou xiita, saí de alma lavada
do show do Patife, mas gostaria mesmo que mais pessoas tivessem interesse
por coisas bacanas. Não acho que basta sair de um evento feliz para
que ele te acrescente algo. Claro, entretenimento sempre, mas se pudermos
agregar discussão, reflexão, conhecimento musical, originalidade,
qq. coisa que não seja simplesmente uma transmissão ao vivo do que
passa na TV é válida. As pessoas vão a esses shows para 1. ter certeza
de que aquela gente é de carne e osso, como se fossem verdadeiros deuses.
2. cantar junto um monte de bobagem, o que seria OK, não fosse o número
1. Junte os dois e você tem lavagem cerebral.
Claro que não são inferiores! E isso
é ainda mais irritante. O que mais me incomoda é a pessoa ficar numa
mesmice constante, não procurar conhecer coisas novas – melhores
ou piores – mas aceitar o que lhe é imposto como se alguém tivesse
que ditar o que vale a pena. Não! Todo mundo nasce com as mesmas capacidades,
e, sinceramente, se há ou não uma evolução a partir das gerações
anteriores à sua, só depende de você. Discordo quando você diz que
precisa ter bagagem cultural para ouvir Radiohead. Precisa é ter paciência,
calma, avaliar bem, sentir se aquilo te agrada... e não simplesmente
se deixar levar por músicas que entram na sua cabeça sem que você
nem perceba, porque tocam duzentas vezes ao dia.
Eu sempre adorei legumes e verduras.
:) Tanto que hoje passo longe de carne. E sim, estou ficando velha (quem
não tá?) e chata pra diabo.
Beij(o)
*-*-*-*-*
Sobre
o Coringa – coluna de 19/08/08
Por Rodrigo Oliveira
Fernandez
Oi Luciana,
Parabéns pela coluna. Esse português babaca também
escreveu que os gordos contribuem (e muito) para a degradação do meio
ambiente:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/joaopereiracoutinho/ult2707u405314.shtml
Como ex-obeso (fiz gastroplastia) encaro a obesidade como uma doença
e sei bem como é difícil encarar dietas e controlar o peso.
De qualquer forma, só estranhei que um dia você
tenha apreciado esse cara. Eu não leio a Folha há um bom tempo, mas
senti asco desse FDP quando recebi o link para esse artigo. Depois que entrei no site dele, vi que ele é 'camarada' do Diogo Manardi, outro que não tem capacidade de escrever nada que preste e só tem um mínimo de audiência por conta do estilo polêmico...
Abraços,
Rodrigo Oliveira Fernandez
Resposta
Eu não sabia dessa crítica medonha.
Na verdade, o que acontece é que sou assinante do UOL (não da Folha)
e vez ou outra me pego lendo o cara. Logo no começo, ele era bem bacana, provavelmente ainda estava sentindo "o
chão", vendo que apito deveria tocar. Me parece que a coisa foi degringolando, hein?
Eu comecei a ler menos as colunas dele por conta do que falei na minha: presunção e autoconfiança. O cara tá sempre querendo provar que
é bom, isso me dá uma baita preguiça... se você ler minhas colunas, vai ver que
não fico recitando que livros já li, que discos escutei, quanto tenho de x ou
y. Acho que um crítico tem sim que ser ousado, mas que isso não se confunda
com massagem no próprio ego, né? Acho que foi a maneira que ele encontrou
de não sumir no mar de colunistas do jornal.
Enfim, um babaca. Se eu já vinha lendo pouco, agora lerei é nunca.
Pena que não posso responder também à crítica que você me encaminhou...
Aí seria dar muito cartaz pra um estúpido desses. Mas vontade não falta. Otário.
A vida segue. Deixa esse e outros do tipo pra lá.
Obrigada por escrever e beij(o) grande,
Luciana
*-*-*-*-*
Por Antonio Neto
P*rra Luciana, você
fez o que o Coutinho queria! Deu atenção a ele! Ou você acha que ele escreveu meia tonelada de merd@
á toa?
Até mais e sucesso! =)
Resposta
Nah... Consegui minha parcela também...
Se a gente for pensar assim, não fala mais nada, não discute. Não pode!
Desabafos são necessários, né?
Beij(o)
*-*-*-*-*
Por Antonio Douheret
Olá
Luciana,
Eu tinha lido a crítica do Batman do cara da Folha enquanto
estava no banheiro e não podia acreditar no que estava lendo. Apesar
do texto dele ter me ajudado naquele momento naquele exato
lugar, eu esperava por alguém "responder" ao que ele tinha
dito no jornal. Felizmente li o que você
escreveu no Omelete e concordo contigo, era isso que esperava ler como
resposta, bem... era mais ou menos isso que eu buscava escrever pro
meu (nem um pouco famoso) blog. Mas agora não tem mais necessidades,
como você mesma disse "alguém inteligente, inegável, que fica
recitando quantos livros tem, quantas vezes já
assistiu ao Casablanca, em que museu foi ontem,
antes de ontem, na semana passada, e por aí
vai, está com sérios problemas de auto-afirmação". Disse tudo
=]
Resposta
Oiê. Que bom que minha coluna serviu
como desabafo pra tanta gente. O cara foi bastante infeliz, né? Deixa
ele pra lá, não merece mais atenção do que a já dada.
Obrigada por escrever e beij(o)ca,
Luciana
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