Um excelente artigo na seção Freakonomics do New
York Times discutiu a relação entre música e videogames
- e como os jogos eletrônicos estão mudando o negócio da
música, um dos mais tradicionais ramos do entretenimento.
Com games como Guitar Hero e Rock Band,
bandas cujas vendas minguavam a cada lançamento passaram a observar crescimento
nas lojas. O The Who, por exemplo, na semana em que colocou
um "best of" de doze faixas em Rock Band, viu suas
vendas de CDs saltarem 160% nas prateleiras. De qualquer maneira, os números
são inexpressivos se considerarmos o volume de vendas das faixas para
download no jogo: 715 mil.
O artigo lembra ainda que em 1982, Clive Davis, presidente
da Arista Records, escreveu um editorial na Billboard
falando sobre videogames - mídia emergente que, analistas já apontavam,
tiraria espaço da música. O título: "Você
não pode cantarolar um videogame". No texto, ele apontava como,
apesar de serem uma mídia popular, os games jamais superariam a música.
Note a ironia... Davis é também o cara que descobriu o Aerosmith.
Vinte e seis anos depois a banda fez mais dinheiro com o jogo Guitar
Hero Aerosmith do que com qualquer um dos singles dos 14 álbuns
de sua discografia.
É por conta de fatos como esses que já se fala na indústria
que "Games são a nova Rádio".
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