Comic-Con 2008 - Dia 01

Leia agora um resumão do que fizemos hoje em San Diego

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A noite de quarta-feira da Comic-Con é reservada para convidados, pessoas que compraram os passes para todos os quatro dias de evento e nós da imprensa. Não há painéis, apenas muita gente andando de um lado para o outro, gastando e pegando brindes. Lembro bem que ano passado aquilo estava um caos e levando em consideração que TODAS as entradas para essa edição do evento foram vendidas antecipadamente, estava esperando ainda mais gente do que em 2007. Mas até que não estava tão pior. Dava para se locomover quase que tranquilamente entre os estandes, batendo em apenas umas 3 ou 4 pessoas por vez.

Acredito que o pior momento tenha sido a entrada. Marcada para as 18h, houve um pequeno atraso antes que liberassem a porta, e, quando isso aconteceu, foi aquele estouro da manada. Assim como aconteceu no ano passado, entramos já de cara com Star Wars. Mas em vez de uma Estrela do Morte gigante feita de Lego, o que vimos foram bonecos em tamanho real, promovendo o desenho animado Star Wars - The Clone Wars, que vai ser discutido em painéis durante os próximos dias e chega aos cinemas em 15 de agosto.

Como estávamos bem no meio do salão de convenções, tínhamos duas opções: direita ou esquerda. Repetindo a "tradição" do ano anterior, fomos para a direita, e o que víamos eram pessoas se aglomerando em filas por todos os lados. Uma das regras da Comic-Con é: se tem uma fila, entre. Depois você descobre para o que é. Pode ser para pegar um autógrafo de um artista ou escritor. Pode ser para ganhar um pôster exclusivo. Pode ser até mesmo para entrar em outra fila - acredite, isso existe!!

Deixando a ordem exata para lá, vamos falar um pouco dos estandes principais:

A DC Comics tinha alguns artistas autografando, broches sendo distribuídos nas mesas e alguns bonecos em exposição - os mais legais eram os do Batman e Watchmen. Nos telões, um vídeo do Jim Lee falando do projeto DCU Online e o trailer de Watchmen.

Já a Marvel tinha como destaque principal uma armadura em tamanho natural do Monge de Ferro. Gigante! Alguns artistas também já gastavam a caneta e a lábia com seus fãs no canto esquerdo, enquanto uma família vestida de X-Men (Ciclope, Jean Grey - em três encarnações - e Wolverine) tirava fotos no palco. Por falar em pessoas vestidas, elas estão por todos os lados. Afinal, a Comic-Con é um desfile de fanboys... e fangirls!

Entre as editoras, a melhor para quem quer gastar é a Dark Horse. A sua lojinha é completa e vai além dos títulos próprios, disponibilizando também vários produtos relacionados e "amigos", como os maravilhosos bonecos da série Garoto Ostra, de Tim Burton. E as suas chamativas sacolas amarelas se proliferam pelo salão principal, às vezes vazias, mas não por falta de opção, já que também estão disponíveis nos balcões alguns gibis gratuitos da editora.

Já a Image aposta na aglomeração de seus artistas, que empilhavam suas obras, distribuíam autógrafos e falavam com os fãs. Entre eles estavam os gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon, com quem já tínhamos nos encontrado no aeroporto. Aproveitando a deixa, perguntamos ao Fábio sobre a adaptação de Casanova para os cinemas.

Entre os estandes de bonecos, o maior e mais interessante é o da Sideshow, que tem novidades para todos os gostos. De personagens de histórias em quadrinhos, a filmes passando por games e até uma divertidíssima série de Darth Vaders customizados como rapper, cavaleiro das cruzadas, etc. No meio do estande, fica uma caixona de vidro expondo um livro com fotos de Star Wars, que estão compilados em uma caixa reunindo as duas trilogias e são vendidos pela bagatela de 5 mil dólares.

A Neca era menorzinha, mas tinha ítens exclusivos, como Tartarugas Ninjas e uma camiseta de Watchmen. A Kotobukiya mostrava de personagens da Marvel a bonecos inspirados em mangás e filmes, como Indiana Jones - o modelo do Sean Connery em A Última Cruzada seria obrigatório, se não custasse 100 dólares.

Entre os estúdios de cinema e televisão, a Fox formava filas gigantes ao redor do seu estande distribuindo canudos feitos para transportar pôsteres. A Lionsgate apenas pendurava em suas paredes pôsteres de Spirit, Jogos Mortais V e do novo Justiceiro. A Disney expunha maquetes de O Estranho Mundo de Jack que custavam alguns milhares de dólares. A NBC não passava de uma lojinha. E a Warner tinha como atrativo principal a nave do Coruja - a mesma utilizada nas filmagens de Watchmen. Em tamanho real, claro.

Uma das novidades desse ano é a enorme invasão dos games. O canto esquerdo do pavilhão foi tomados pelas produtoras e fabricantes de videogames (só a Nintendo não tem o seu estande), como Capcom, Konami e EA. E como já é tradição na E3 (feira de games, que acontece em Los Angeles), trouxeram para a Comic-Con a sua mania de colocar para chamar a atenção dos incautos transeuntes lindas promoters. Destaque para a Gata Negra e a Mary Jane que estavam no estande da Activision.

Às 21h, quando o povo começou a fechar seus espaços, Marcelo Forlani saiu correndo para uma exibição de Trovão Tropical (Tropic Thunder), comédia dirigida por Ben Stiller e estrelada pelo próprio Stiller ao lado de Jack Black e Robert Downey Jr.. Mesmo sabendo que em breve você vai ler aqui no Omelete um texto mais completo sobre o filme, tudo o que precisa saber por enquanto é que é muito engraçado! Enquanto isso, Érico Borgo e Fábio Yabu representavam o Omelete na festa do jogo DC Universe Online.

Agora chega. Já são duas da manhã (6h para você no Brasil e também para nossas cabeças, que já não estão entendendo mais nada) e daqui a pouco tem muito mais para vermos por lá!

Abraços e até mais!

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