Poison on The Rocks

Coluna se despede de 2007 descendo a lenha no CSS, Bonde do Rolê e Foo Fighters

29/12/2007Luciana Toffolo

Eu gosto de letras bem-humoradas, mas, para mim, essa piada do Bonde do Rolê já perdeu a graça. Pode ser que seja legal para alguém que acabou de conhecer o grupo, mas, para mim, que estou dois anos direto com isso, enche o saco mesmo .”

Achei que ninguém ia ligar para uma menina que grita como uma retardada no palco .”
Marina Ribatski – ex-Bonde do Rolê

O disco está mais roqueiro que o primeiro, mas continua com as piadas retardadas e o humor dos “Trapalhões” da gente .”

As piadas nas nossas músicas não são engraçadas. Só para nós. Na Europa o público não tem noção desse humor sem-graça que a gente tem. Eles gostam da música porque acham boa .”

Sei que vai ter um monte de urubu no nosso show para falar mal depois. Não estou nem aí, vou ficar lá atrás bebendo de graça. Depois vou para alguma festinha e nem vou tomar conhecimento do que vão dizer .”

Tenho depressão do pop brasileiro. Não suporto emo, tenho vergonha de ver essas bandas de cabeludinhos fazendo música horrorosa! Quem mais tem? Eu gosto da Pitty. Ela é uma fofa, tem muito mais identidade que essas bandas que imitam Bad Religion por aí. Ela é corajosa, faz umas baladas bacanas .”
Adriano Cintra – Cansei de Ser Sexy

" A gente nunca vai se levar a sério, mas o que acontece é que a gente está muito mais profissional, quer fazer um show melhor que o outro. Mas a gente se diverte muito não se levando a sério, e isso é uma coisa muito inteligente ."
Luísa Lovefoxxx – Cansei de Ser Sexy

Aproveitando a última coluna do ano para tentar enterrar algumas bandas de vez.

Hoje em dia existe um bom termômetro para avaliar se uma banda é realmente boa musicalmente ou se é conhecida pela quantidade de bobagens que diz e/ou faz. Se a Internet trouxe ganhos incontestáveis, o mesmo pode-se dizer das perdas. Não fosse a facilidade de trocar arquivos, emitir opiniões e fazer “amizades” e contatos rede afora, muitas bandinhas furrecas estariam onde deveriam estar: no buraco negro cósmico da insignificância. Mas não. E nós, pobres mortais conectados, estamos sujeitos à profusão de baboseiras e assistindo ao nascimento (e sucesso!) de porcarias inacreditáveis. O que não quer dizer que perdemos a opção do livre arbítrio – que, a propósito, deveria ser compulsório - leia, eventualmente ouça (vai que você é masoquista), mas não dê importância, pelo amor de Deus! Como você mesmo leu na introdução desta coluna, nem eles se levam a sério!

Um caso grave e dois casos muito graves. Começando pelo começo: Foo Fighters . A banda de Dave Grohl era bacaninha, despretensiosa, nada muito marcante, mas até merecia um destaque na parte da minha discoteca que diz “música atual”. Eis que eles lançam um disco inclassificavelmente tenebroso, ao mesmo tempo em que Grohl , antes uma discreta sombra do ex-companheiro de Nirvana, Kurt Cobain, resolve dizer a que veio. E mais uma vez só comprova que é melhor ler e ouvir certas coisas a ser cega e surda. Os muxoxos recentes de Grohl só me fazem crer que a qualidade do trabalho de uma banda vai na contramão da quantidade de asneiras que seu líder começa a falar. Um cara antes quieto, em, digamos, um semestre que venho acompanhando suas declarações, Dave Grohl disse, entre outras coisas: que está cansado de ver as pessoas considerando o Nirvana um trabalho apenas de Cobain – ok, a gente via você tocando bateria, Grohl; que escreveu sim uma música sobre Courtney Love – alguém que ele felizmente sempre havia ignorado, para o bem dos nossos ouvidos e consciência, que têm mais o que fazer; que o Foo Fighters havia feito um disco mais eclético – eclético não, Mr. Grohl, horrendo, sem direção, atirando pra tudo que é lado. Grohl também está pronto para dar conselhos às drogaditas de plantão (Lindsay Lohan, Britney Spears, Amy Winehouse), dizer que chora ouvindo músicas do Nirvana e que deveria tocar bateria com o Led Zeppelin. E o som do Foo Fighters? De medíocre a pior.

Bonde do Rolê e Cansei de Ser Sexy. Personificação máxima da expressão “pra inglês ver”, as duas bandas fazem um sonzinho insuportável, têm à frente vocalistas-gralhas e se tornaram conhecidas pura e simplesmente porque hoje, qualquer coisa pode se tornar conhecida, desde que “choque” de alguma maneira.

Vários leitores já escreveram me perguntando qual a fórmula do sucesso de ambas e eu respondo: primeiramente, que sucesso? O que a mídia nacional insiste que existe? Sucesso pra mim quem faz é a Madonna, o Rio Negro e Solimões, a Sandy Jr., a Ivete Sangalo, o U2. Ou só por que meia dúzia de britânicos (que a-d-o-r-a-m bandas hypadas) acha os caras legais eles fazem sucesso? Se um dia eles fecharem uma noite no Glastonbury reconsidero minha opinião. Prometo. Dito isto, você já fez o exercício de traduzir letras de música? Ficam medonhas, não ficam? Excetuando-se um Morrissey, um Roger Waters, um Dylan da vida, a grande maioria não só pode como DEVE ficar sem tradução. Pronto. Quantos gringos você acha que conhece uma palavra de português? E não entendendo o que as bandas citadas cantam, já fica mais fácil gostar. É como deixar o cérebro em casa e só balançar o corpo.

O Bonde, como a própria ex-vocalista do trio falou ali em cima, é uma piada extremamente sem-graça com gente retardada em cima do palco e na platéia. E não por acaso, já começou a degringolar. O Cansei de Ser Sexy (que eliminou a única coisa que tinha de bom, o nome, para agradar a gringolândia, que chama a banda de CSS) já está começando a se achar inteligente, e isso é perigoso... Divertir-se não se levando a sério é ótimo. Inteligente? Diria que com a idade isso passa e que pra mim, soa mais como justificativa sempre pronta na ponta da língua para uma banda bastante consciente da própria ineficiência. Eles sabem que não tocam nada, sabem que não acrescentam nada, estão cientes da grande bobagem que são, mas querem sair por cima dizendo que estão se divertindo horrores. Ótimo para eles. E quem compra o disco se diverte também? Ou é só uma piada interna, como diz o Adriano?

Mas, ah, esta parte é a mais gostosa... É sempre bom ver um brasileiro arrogante começando a achar que descobriu suas raízes no Velho Mundo reclamar da imprensa e do público do próprio país e ao mesmo tempo botar todas as bandas do pop nacional em um só saco e jogar tudo no lixo. Como se pudesse falar de qualidade... Eu acho uma delícia de ver. Mas ainda melhor é ver a mesma imprensa rasgando seda pra essa gente que vai pra fora, agrada um público carente de coisas novas (imagine que lá nasce um Arctic Monkeys por dia), conquista uma capa do New Musical Express (a Lovefoxxx supercool, zzzzz), se acha a última bolacha recheada do pacote, e volta pra cá falando poucas e boas da própria imprensa! É um círculo vicioso interessante de observar... Se gringo aprovou, como é que a gente não aprova? Simples: brasileiro não tem acesso à cultura, é carente de discernimento, mas não é tão burro e surdo! Podem ficar por lá!

A propósito: eu detestava Trapalhões.

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DOSE EXTRA!

Atendendo a pedidos, aqui está a Dose Extra de Veneno , espaço reservado aos internautas do (o), que enviam missivas nem sempre educadas à colunista. Por que será, hein? ;-P

Sobre Britney Spears e Amy Winehouse – coluna de 29/10/07
Por Soy Yo!

Li tua coluna e fiquei pensando nisso...

Concordo com a teoria de que a Britney está de saco cheio e disposta a fazer de tudo pra passar o trono de rainha do pop para quem quiser se candidatar como tal, mas discordo da tua analogia.

Acho que o caso da Britney é mais ou menos como o daqueles funcionários que já estão de saco cheio da empresa e do cargo em que trabalham mas não pedem as contas pra não perderem os benefícios (fundo de garantia, etc...). Aí então o que eles fazem? Começam a fazer corpo mole, desempenho em queda vertiginosa e vão empurrando com a barriga tudo o que der pra empurrar sem entrar no temeroso campo da demissão por justa causa. Acho que é por aí.

Não que a Britney se importe com fundo de garantia e benefícios empregatícios de mortais cotidianos e tributáveis como eu e você, mas deve haver um contrato praticamente vitalício com a gravadora, que com certeza exige que ela lance um álbum-hit a cada X anos, exige turnês, sessões de autógrafos, aparições na TV e todos os outros recursos de marketing que regem o
show business.

Pra poder sair dessa sem pagar uma rescisão contratual astronômica (imagine o tamanho das cifras que devem estar envolvidas) a única saída é começar a dar prejuízo. A RESPOSTA É O AUTO-BOICOTE.

Só assim a gravadora vai tomar a iniciativa de gentilmente dispensar os serviços da ex-beldade sem nenhum ônus adicional.

Numa sociedade moralista às avessas como a americana, o caminho mais curto para o fracasso, qual é? Qual é?

Cutucar tudo que mais os aflige: sexo, drogas e violência. E é justamente o que ela tem feito: porres homéricos, agressão e vulgaridade.

Um prato cheio para a censura paternal (e conseqüentemente a queda nas vendas).

Não sei se isso é digno de dó... Acho que sim, por ver uma figura lá tentando se desvencilhar de uma coisa, mas se emaranhando cada vez mais, mas acho que se ela entrou nessa indústria, deveria saber como as coisas são. Até porque ela não é tão nova assim no ramo (vide Mickey Mouse Club). Eu tenho dó mesmo é dos filhos dela, que acabam sendo expostos a todas as besteiras que a mãe faz...

Já a Amy Winehouse realmente deu uma arejada no cenário todo... Mas me parece que ela tem um certo descompromisso com esse assédio todo da mídia, e acho que esse descompromisso pode salvá-la de uma catástrofe maior, ao contrário de Kurt Cobain e os outros que você citou...

Mas agora um exercício: imagine-se por alguns instantes no papel de celebridade... Algumas doses acidentais de vodka acima do suportado e pronto - lá está você figurando a capa de domingão do tablóide! Deve ser, no mínimo, enlouquecedor. Que atire a primeira pedra quem nunca teve ressaca moral nesta vida!

Agora compartilhar a ressaca moral com o mundo são outros quinhentos... Viva a vida anônima e cotidiana!

Bjos e até. Keep up the good work.

PS: E o pensamento de se alistar na Cruz Vermelha não é tão absurdo assim.
Eu mesmo venho nutrindo essa idéia já faz algum tempo...

Resposta

Gostei da sua analogia, mas não sei se a Britney sequer tem noção do que se passa ao redor dela. Nem sei se ela acha que vai ficar sem benefícios... Bom, eu não acharia. Aplica tudo na poupança! Hehehehehe. Mas pode ser... Será que daqui uns anos Britney será demitida? Tô pagando pra ver.

Eu continuo com dó porque simplesmente a criatura não tem liberdade de ir e vir, como se tivesse assinado um contrato vitalício para viver em função de grandes empresas. E claro, morro de dó dos filhos, imagine só... Muita terapia será necessária.

Não sei se a Amy agüenta. Espero sinceramente que sim. Ela é muito, muito nova e talentosa...

Pois é! Não se pode fazer nada! Viva a vida anônima! Cotidiana eu não digo tanto, umas aventurazinhas lá e cá são bem-vindas, heheheh, sem fotógrafos, por favor.

Vamos pra Cruz Vermelha?

Beij(o)

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Sobre si mesmo

Por João Neto

Oi Luciana,

Fala de mim na sua próxima coluna. Eu tento ser um bom diretor de cinema e não consigo, eu tento ser um bom gerente, e não consigo...

Agora é esperar pra ver se eu tento entrar na coluna e...

Abraço,

João Neto

Resposta

;-)

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Sobre solidariedade – coluna de 23/07/07
Por Luiz Madeira Junior

Eu li sua coluna sobre "solidariedade" quando foi publicada e... Tenho a mesma opinião. Tanto que li e na hora de lhe mandar um e-mail fiquei na dúvida do que escrever, de que lado tomar? Refletir. E isso veio à tona ao ver sua coluna-desabafo e principalmente a dose extra.

Não há muito o que dizer de novo depois de ler aqueles belos exemplos de opiniões.

"Eu vejo que a grande questão é não atacarmos os problemas como uma crença e não sermos levados a solucionar as conseqüências, mas identificar as causas e agirmos preventivamente. Isso demanda, por exemplo, pensarmos de forma coletiva. Imagino que as pessoas têm vergonha de agir assim, pois têm medo de serem tachadas de "abelhas", de "formigas". E, cá para nós, a grande maioria das pessoas quer mesmo é se tornar celebridade. Ninguém quer fazer parte do "bando", mas ser chefe do bando. Ou, ao menos, dizer: eu estive lá. Cada um quer assinar a sua obra."

Sabe, é o que vejo por aí. E é o que me irrita. É o que me faz me tornar essa pessoa que poderia ajudar mais, mas é travado por não querer ser confundido com esse tipo de pessoa. Não que esse pensamento seja lógico. Afinal, eu vou querer alimentar meu ego de outras maneiras e essa talvez seja uma das melhores formas. Afinal, estou alimentando meu ego e ajudando alguém, não?

(Cada vez que vou dar minha opinião sobre um assunto eu me surpreendo mais com a grande diferença que existe entre o que eu acho o melhor, o certo e o que eu faço.)

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Agora é minha vez de desabafar, Lu: você citou Sandman comentando um conto meu... Eu PRECISO ler Sandman, meu Deus.... Mas é tão caro... Já tentei até ler no PC, mas não consigo. Obras, ainda mais obras mais densas, devem ser lidas na cama, na poltrona, no seu canto de ler, com o livro/HQ na mão.

Luiz Madeira Junior

Resposta

Oi, Luiz.

É um assunto difícil mesmo, né? A gente quer acreditar nas boas intenções, mas anda tão difícil...

Reduzindo tudo ao que realmente importa (um amigo me disse a brilhante frase: o que importa é o que interessa), faça o que você acha que deve fazer, contribua da sua maneira, não deixe de ajudar o próximo por causa do que vão pensar. Alimente seu ego, seja lá o que for, seu espírito, mas faça o que julga melhor para você e para a humanidade.

Acho que esse questionamento que você enfrenta não é exclusivamente seu. Penso todo dia como estou equivocada, como faço coisas diferentes das que me proponho. Sem contar quando a gente pára pra analisar que o que era importante há dois meses já não é mais. É tudo muito enlouquecedor, mas me parece que ser humano é isso aí.

Simbora!

Beij(o),
Lu

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Sobre o Tim Festival – coluna de 11/09/07
Por Norton Almeida

O subject [Tim Frustration] é horroroso, mas reflete bem o que você sente.

E a culpa é do capitalismo. As coisas pioram, pioram, pioram e a gente descobre que o dinheiro compra a felicidade sim (mesmo que seja por algumas horas).

Ao mesmo tempo, me lembro dos Ramones que cantavam "Ignorance is bliss, you know it's true". Isso porque eu ainda não conheço Anthony And The Johnsons. E se eu morasse em SP, ficaria com medo de ouvir, gostar e chorar de raiva por não poder ir.

Depois dessa ainda querem parar com distribuição ilícita de conteúdo digital na internet...

A vida é injusta sim. Mas se você tem dinheiro "fácil", você faz justiça com o que tem na conta bancária.

Abraços,
Norton (outro injustiçado, vítima da vida)
(que drama podre... hehehehe)

Resposta

Eu adorei sua mensagem estilo brainstorming(?).

E sim, a culpa é do capitalismo e sim, podemos não ser felizes talvez, mas esquecer dos momentos infelizes quando temos com quê nos distrair... Ramones é espetacular sempre. E Antony é muito bom, mas completamente diferente. Entendo quando você diz que tem coisas que é melhor nem saber, estar longe, não ter acesso... E concordo.

Relaxa que a internet permanecerá ilícita, tanto quanto a humanidade. :)

Beij(o). Amei!

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Sobre Britney Spears e Amy Winehouse – coluna de 29/10/07
Por Júnior Saiani

Oi Lu, tudo bem?

Pelo menos desta vez tive direito a uma dose extra ao final da Poison. Não sei se agüento até a próxima, mas vou fazer de tudo para me controlar.

Achei muito interessante sua coluna sobre a Britney Spears. Quer dizer, eu não sou fã dela, mas eu ainda moro neste planeta. E como forma de vida baseada em carbono e habitante do sistema solar que sou, sei quem é Ms. Spears e o que vem acontecendo com ela.

E realmente, não é que a garota pode ter simplesmente experimentado o gosto do sucesso e detestado? Se bem que, do jeito que ela deve ser manipulada e direcionada (deve ter assessor até pro cabelo... ou peruca... ou careca ou... bom) pelo menos para a minha pessoa pode-se até desconfiar que isso é mais tipo do que qualquer outra coisa. Sei lá, mas uma pessoa que buscou o sucesso desde pequena... Uma pessoa que sai de vestido sabendo que é o centro dos flashes onde vai, que sabe que vai ser fotografada, e mesmo assim ir sem uma indumentária básica para estas situações (a popular calcinha)... Não acho que com estas atitudes ela demonstra estar cansada do sucesso, se a pessoa fica super-exposta muito é culpa dela, mas enfim, é somente um ponto de vista e não o mote principal do e-mail, que era te parabenizar por levantar a questão de que de repente os famosos podem simplesmente se cansar da fama, por qual motivo for.

Agora já no caso da Srta. Amy Winehouse, eu concordo plenamente contigo. Ela, por não ser um lance pré-fabricado (eu acho) realmente passa a impressão que poderia estar muito bem cantando em um clube sujo de jazz na periferia de New Orleans, tomando seu whisky, fumando seu cigarro, cheirando sua... Bom, deixa pra lá de novo.

Só pra você ver como este lance de fama é relativo.Temos no Brasil um dos maiores poetas do mundo da música, praticamente um Albert Camus dos pampas, um James Joyce da língua portuguesa, que é o Humberto Gessinger. E, no entanto, a quantidade de notícias e fofocas que você lê sobre ele é inversamente proporcional ao seu talento. Ou seja o cara é um gênio, mas é tão despretensioso e humilde que deixa que sua personalidade seja apenas música.

(hahahahahahahahaha desculpe mas eu tinha que fazer essa brincadeira, só pra imaginar sua cara lendo este último parágrafo. Não leva a sério o que eu escrevi, porque minha opinião sobre ele é bem parecida com a sua, eu acho... Mas eu não podia deixar passar a oportunidade).

Mais uma vez parabéns pela clareza e por realmente provocar reações, sejam quais forem. O problema é passar indiferente.

Grande beijo,  
Júnior Saiani

Resposta 

Pois é, Junior, mas será que foi a Britney que buscou o sucesso? Veja bem, várias mensagens de leitores lembraram o fato de a cantora fazer parte do Clube do Mickey, mas convenhamos, isso não é mais responsabilidade dos pais do que dela mesma? Até aí, ok. A menina cresce achando que é a Miss Mickey, daí meio que danou-se tudo, não? Vai acreditar que o mundo é cor-de-rosa mesmo... E quando se depara com a realidade... Susto! Quer fazer de tudo um pouco.

Quanto à calcinha, haja determinação do fotógrafo pra chegar neste "ponto", hein? Sinceramente, o cara tem que estar grudado na guria pra conseguir um close-up daqueles... Acho ele tão nocivo quanto ela, na boa. Aliás, acho mais nocivo porque ele vive às custas disso. Eu acho que ela simplesmente quis sair sem calcinha, ué. Marca a roupa, sei lá... Tanta gente sai.

Confesso que me assustei com o fator Gessinger. Menino... Faz assim não.

Beij(o) pra ti também!
Lu

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