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Da Frigideira: Watchmen

Vimos 25 minutos do filme e ainda estamos babando...

Steve Weintraub
02 de Outubro de 2008
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Acabei de chegar de uma sessão de 25 minutos de Watchmen, de Zack Snyder, e tudo o que eu consigo dizer é UAU!

Sabe quando você imagina algo, mas sabe que nunca vai acontecer? Era assim que eu me sentia em relação a um filme de Watchmen. Enquanto já duram anos os boatos de que alguém adaptaria a bilhante graphic novel de Alan Moore e Dave Gibbons, eu jamais imaginei que esse dia chegaria. Afinal, como alguém conseguiria lidar com toda a temática adulta do livro e ainda manter a história, a estrutura e todos os detalhes que fazem dele tão maravilhoso. E como fazer alguém em Marte parecer real?

Mas eu preciso te dizer: eu vi umas coisas essa noite que vão te fazer molhar as calças.

Deixe-me rebobinar um pouco essa história. Assim como Zack Snyder havia feito em 300, ele chamou um grupo de jornalistas de sites e veículos impressos de Hollywood para mostrar 25 minutos do filme e explicou o que estava mostrando e o que ele queria passar em cada cena. E assim como aconteceu em 300, ele marcou um golaço e deixou todo mundo de boca aberta.

Como eu sei que que você quer saber o que vimos, vamos aos fatos:

O primeiro clipe que ele mostrou foi a seqüência dos créditos de abertura. O início é idêntico aos quadrinhos, mas a luta me pareceu um pouco maior e bastante violenta. Depois que vemos o Comediante (Jeffrey Dean Morgan) sendo atirado pela janela, os créditos começam... e eles são sensacionais!

Com uma precisão cirúrgica, vamos vendo imagens e mais imagens em câmera lenta com eventos reais misturados com o universo de Watchmen. Dá para ver o Dr. Manhattan (Billy Crudup) com JFK, Adrian Veidt/Ozymandias (Matthew Goode) do lado de fora do lendário club Studio 54, Dr. Manhattan na lua e mais uma tonelada de outras pirações que eu acho melhor nem contar para não estragar as surpresas. A música que acompanha todas essas imagens é apropriada "The Times They Are a Changing", do Bob Dylan, e embora a canção original tenha menos de 4 minutos, ela certamente foi aumentada, pois a versão dos créditos iniciais tem cerca de 6 minutos.

O que é impressionante nesses créditos é a forma que ele vai lentamente te levando para dentro do universo. As imagens têm seu propósito e uma animação. Elas são quase tridimensionais na forma como a câmera se move por elas. Acredite, depois desse início todo mundo vai estar em transe.

Quando apresentava a segunda cena, Snyder disse que veríamos a seqüência de origem do Dr. Manhattan e eu preciso confessar: embora tenha adorado os créditos iniciais foi esse trecho que me deixou apaixonado pelo filme. Eu nunca tinha imaginado que veria Dr. Manhattan numa telona, e jamais havia imaginado que existiria um cineasta que capturasse todo o sentimento dos quadrinhos, viajando para frente e para trás no tempo, experimentando como seria estar dentro da cabeça do Manhattan. Mas Zack conseguiu. E ficou sensacional.

A cena começa com Manhattan indo para Marte depois do incidente do talk show (se você leu o álbum sabe do que estou falando) e ele explora o passado do personagem e como ele chegou até aquele momento. Mostra seu primeiro amor e como ele se tornou grande e azul.

Mas o que eu mais gostei foi a forma como Zack diminui e aumenta a velocidade dos enquadramentos. É aquilo que ele já havia feito em 300, mas muito melhor e mais metódico.

A próxima seqüência mostrava a Nave Coruja com Dan (Patrick Wilson) e Laurie (Malin Akerman) logo depois que Manhattan saiu. Os dois estão conversando sobre resgatar o Rorschach (Jackie Earle Haley) da prisão. Quando eles decidem levar a idéia adiante, nós vemos os dois abrindo caminho à força por um longo corredor na tentativa de encontrá-lo, e quando isso finalmente acontece, Rorschach está dando cabo de um certo anão no banheiro. Depois que ele sai e eles caminham para fora dali, o sangue começa a escorrer por baixo da porta, deixando bem claro o que aconteceu dentro do banheiro.

É ótimo ver como Zack capturou as lutas. Diferente dos filmes qus ficam cortando rapidamente de uma câmera para a outra e dificultam quem quer entender a ação, suas lutas são fáceis de acompanhar. E parece que eles realmente estavam brigando e não apenas encenando. Não há cortes rápidos, nem truquinhos de edição. Foi tudo feito milimetricamente. Impressionante!

Depois disso tudo, estou mais do que convencido de que Zack Snyder conseguiu o impossível e fez justiça ao icônico trabalho de Alan Moore e Dave Gibbons. E que março chegue logo!

Leia mais no Especial Watchmen


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