Crossgen anuncia novidades

Crossgen anuncia novidades

26/09/2002Pedro Hunter


Edição-chave de Mystic

Compilação em formatinho

A editora americana CrossGen Comics anunciou uma séries de novidades em sua linha de HQs.

A primeira e mais importante é que as antologias de 200 páginas em que são republicados todos os seus títulos mensais sofrerão várias alterações. O formato será reduzido do americano para o 13,7 x 20,8 cm, com proporcional redução no preço, de 11,95 para 7,95 dólares. O número de páginas será mantido em 192.

Segundo a editora, a inspiração veio das edições italianas das revistas da CrossGen, publicadas neste formato. É uma iniciativa ousada para uma editora americana, uma vez que o tamanho das HQs publicadas no país não se altera há décadas e não se sabe como os americanos receberão este formatinho ainda que resulte no gibi mensal mais barato (por página, é claro) publicada no país em anos! Isso pode ser o prelúdio de uma esperada incursão por pontos de venda menos restritos do que as livrarias e lojas especializadas. Estou falando de locais freqüentado por gente normal como supermercados ou bancas de jornal (leia mais aqui).

Além disso, a editora anunciou outras medidas para reavivar o interesse em suas séries regulares, cujas vendas são baixas mesmo para o decadente mercado americano de quadrinhos. A primeira é fazer edições-chave de seus títulos mensais, que poderão, ao menos em tese, ser compradas por leitores que desconheçam o material. Espera-se, com isso, atrair a moçada temerosa em ler uma publicação com anos de janela sem entender lhufas. A proposta é que todos os títulos tenham, pelo menos, uma edição-chave por ano.

Outra medida, mais prosaica, é a contratação do ilustrador Aaron Lopresti para a série mais antiga da editora, Mystic, em decadência desde que o roteirista original Ron Marz foi substituído pelo ex-editor Tony Bedard, e o desenhista original (e diretor de arte da CrossGen) Brandon Peterson deixou suas páginas por estar sobrecarregado. Lopresti é pouco conhecido pelo público brasileiro, mas já trabalhou em dezenas de séries Marvel e DC.

A última e, se confirmada, mais importante notícia seria a de que a editora teria finalmente conseguido uma fatia superior a 5% do mercado direto de HQs nos Estados Unidos, o que a colocaria no seleto clube de preferenciais da distribuidora Diamond (junto a Dark Horse, DC, Image, Marvel e Wizard), o que lhe garante vários privilégios (descontos, melhor posição no catálogo da editora, vantagens na distribuição, etc.). Ela seria a primeira editora a conseguir esse feito em muitos anos, uma vez que nem mesmo a Dreamwave e seus Transformers saíram-se tão bem. Resta saber o que as outras editoras preferenciais, que têm direito a veto, pensam a respeito…