
Edição-chave
de Mystic |

Compilação
em formatinho
|
A editora americana
CrossGen Comics anunciou uma séries de novidades em sua linha de HQs.
A primeira e mais importante
é que as antologias de 200 páginas em que são republicados todos os seus títulos
mensais sofrerão várias alterações. O formato será reduzido do americano para
o 13,7 x 20,8 cm, com proporcional redução no preço, de 11,95 para 7,95
dólares. O número de páginas será mantido em 192.
Segundo a editora,
a inspiração veio das edições italianas das revistas da CrossGen, publicadas
neste formato. É uma iniciativa ousada para uma editora americana, uma vez que
o tamanho das HQs publicadas no país não se altera há décadas e não se sabe
como os americanos receberão este formatinho ainda que resulte no gibi mensal
mais barato (por página, é claro) publicada no país em anos! Isso pode ser o
prelúdio de uma esperada incursão por pontos de venda menos restritos do que
as livrarias e lojas especializadas. Estou falando de locais freqüentado por
gente normal como supermercados ou bancas de jornal (leia mais aqui).
Além disso, a editora
anunciou outras medidas para reavivar o interesse em suas séries regulares,
cujas vendas são baixas mesmo para o decadente mercado americano de quadrinhos.
A primeira é fazer edições-chave de seus títulos mensais, que poderão, ao
menos em tese, ser compradas por leitores que desconheçam o material. Espera-se,
com isso, atrair a moçada temerosa em ler uma publicação com anos de janela
sem entender lhufas. A proposta é que todos os títulos tenham, pelo menos, uma
edição-chave por ano.
Outra medida, mais
prosaica, é a contratação do ilustrador Aaron Lopresti para a série mais
antiga da editora, Mystic, em decadência desde que o roteirista
original Ron Marz foi substituído pelo ex-editor Tony Bedard, e
o desenhista original (e diretor de arte da CrossGen) Brandon Peterson
deixou suas páginas por estar sobrecarregado. Lopresti é pouco conhecido pelo
público brasileiro, mas já trabalhou em dezenas de séries Marvel e DC.
A última e, se confirmada,
mais importante notícia seria a de que a editora teria finalmente conseguido
uma fatia superior a 5% do mercado direto de HQs nos Estados Unidos,
o que a colocaria no seleto clube de preferenciais da distribuidora Diamond
(junto a Dark Horse, DC, Image, Marvel e Wizard), o que lhe garante
vários privilégios (descontos, melhor posição no catálogo da editora, vantagens
na distribuição, etc.). Ela seria a primeira editora a conseguir esse feito
em muitos anos, uma vez que nem mesmo a Dreamwave
e seus Transformers
saíram-se tão bem. Resta saber o que as outras editoras preferenciais, que têm
direito a veto, pensam a respeito…