Por
melhor que a seleção brasileira de 82 tenha sido, eles perderam
para a Itália e foram eliminados da Copa da Espanha. Isso faz de Zico,
Sócrates, Falcão e companhia um bando de perdedores.
Já Zinho, Bebeto e Taffarel jogaram um futebol sem
brilho, mas conseguiram subir ao degrau mais alto do pódio. São
sinônimo de vitória. Curiosamente, Dunga - o capitão
do tetra - foi também o símbolo da fracassada participação
brasileira na Itália, em 90. Ele conheceu os dois lados da moeda. De
vilão a herói. Isso só prova que para o brasileiro a glória
só existe se há vitória. Este papo de "campeão
moral" não é pra gente.
O mesmo não
acontece aqui na Inglaterra. Eles só conseguiram ser campeões
do mundo uma vez, em 66, jogando em casa e com um gol que os próprios
ingleses sabem que não entrou. Na última Copa, eles perderam nos
pênaltis para os argentinos. O English team jogou boa parte do
jogo com um a menos, já que Beckham fora expulso, e resistiu bravamente
à prorrogação. Quando regressaram ao país foram
bem recebidos no aeroporto internacional de Heathrow, com direito a fãs
esperando e tudo que os vencedores têm direito. Bom, somando que 1. nós,
brasileiros, não sabemos prestigiar os que não saem de campo com
a vitória; 2. o nosso futebol não está dos mais vistosos;
3. os ingleses encaram muito bem uma derrota; e 4. se contentam em já
ter eliminado os argentinos da Copa; só tenho uma coisa a propor: vamos
ganhar com um gol roubado, aos 47 minutos do segundo tempo, jogando pior, que
tá ótimo!