Copa do mundo: Morre, morre

Copa do mundo: Morre, morre

Este tal de fuso-horário atrapalha mesmo o trabalho de todo mundo. Enquanto lá no Japão e Coréia já é amanhã e aqui em Londres é hoje, aí no Brasil é ontem. Bom, mas toda essa bagunça foi só para dizer que estou escrevendo este texto na sexta, depois de ver os últimos jogos da primeira fase. Os jogos que começam (começaram?) neste sábado estão sendo chamados de mata-mata, mas como não tenho bola de cristal e já tá mais do que provado que a melhor coisa a se fazer nesta Copa é não tentar adivinhar, vou falar um pouco dos jogos que aconteceram até agora. Por razões que vou tentar explicar abaixo, vou apelidar estas partidas de morre-morre.

Na Coréia morreram os sonhos dos franceses de continuarem sendo chamados de Campeões do Mundo e dos portugueses provarem que não são Manés com a bola nos pés. No Japão, a terra do sol nascente, faleceu a última esperança argentina.

Morreram os bolões. Ou alguém realmente apostava que a Suécia seria a melhor colocada no grupo da morte? Que os Estados Unidos ganhariam de Portugal, o time que metia medo no Felipão? Que o fraco Equador ganharia da Croácia, que havia batido a toda-poderosa Itália? E que a França voltaria para casa sem marcar um único golzinho, nem que fosse contra!?!?! Não dava para imaginar tanta coisa, né?

Com exceção feita aos senegaleses, morreu o futebol africano. Nigéria, Camarões e África do Sul esqueceram como jogar aquele futebol irresponsável que encantou o mundo nas últimas Copas. Desta vez faltaram a alegria e diversão dos sempre simpáticos e coloridos africanos.

Não morreu ainda, porém, a minha esperança de ver o time do Brasil jogando bem. Os 11 gols marcados contra Turquia, China e Costa Rica não me enganam. Eles mostram o poder ofensivo da individualidade brasileira, mas falta ainda a formação daquela equipe coesa que defende tão bem quanto ataca. Eu não tinha nascido ainda quando o time de 70 mostrou como fazer isso. Será que vou morrer sem saber o que é o tal do futebol perfeito?