Nós vimos O Senhor dos Anéis

Nós vimos O Senhor dos Anéis

15/12/2001Marcelo Forlani

Aconteceu na manhã desta sexta (14/12), em São Paulo, a pré-estréia para a imprensa do filme O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel. O clima de apreensão estava presente e era muito intenso. Durante os minutos que antecederam o início da exibição era possível ouvir várias vezes a frase "eu não consegui dormir esta noite".

Toda este nervosismo tinha o seu porquê. O livro homônimo no qual se baseia é um sucesso mundial há vários anos - já vendeu mais de 100 milhões de cópias desde seu lançamento, em 1954 - e seus leitores não conseguem parar nos três "tijolos" que compõem a trilogia O Senhor dos Anéis. Todos vão atrás de mais e material sobre o assunto é o que não falta. Desde os livros O Hobbit (a primeira aparição de Bilbo Bolseiro e todo o universo de elfos, hobbits, magos, anões, etc.) e Silmarillion a atlas sobre a Terra-média, jogos, desenhos animados e várias outras obras que foram inspiradas no trabalho de Tolkien.

A espera valeu a pena. Os belíssimos cenários, a complexa história, os cavaleiros negros sem rosto, os orcs nojentos, os pés peludos dos hobbits, a pontaria certeira do elfo Legolas, a teimosia do anão Gimli e todos os outros detalhes idealizados pelo autor estavam ali, em cores vivas, impressos na telona. Não é à toa que a revista americana Rolling Stone apontou o filme como o melhor do ano. O Um filme!

Então todo mundo gostou&qt& Não. Claro que não! Como o público era composto de muitos daqueles fãs que devem morar em buracos de tão viciados que são, houve quem saísse da sala dizendo "não acredito que ficou faltando o terceiro parágafo da página 345 do encadernado de luxo, que na edição normal fica no fim da página 347"... bom, você entendeu o fanatismo do cara, né&qt&

Nós sabemos que o filme não é perfeito, mas não precisa exagerar, né&qt& Há altos. A trilha sonora se encaixa como uma luva em cada uma das cenas. Até o silêncio, quando existe, é bonito. Mas também há baixos. No filme, Pippin e Merry trombam com Frodo e Sam e sem a menor explicação se juntam na caminhada à Valfenda. Alguns pontos não foram bem explicados. Outros ficaram até melhor que o livro.

Entre fãs e novatos no assunto houve um consenso para alguns pontos. Apesar do longa-metragem ter 176 minutos, os cenários descritos nos livros de J.R.R. Tolkien, as aventuras dos personagens e tudo mais fazem as quase três horas parecerem pouco. Longos serão os doze meses que teremos que esperar para ver Duas Torres e eternos dois anos até O Retorno do Rei.

Para entrar no ritmo do filme, veja aqui a primeira parte da cobertura completa do lançamento de O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel.