Aconteceu
na manhã desta sexta (14/12), em São Paulo, a pré-estréia
para a imprensa do filme O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel.
O clima de apreensão estava presente e era muito intenso. Durante os
minutos que antecederam o início da exibição era possível
ouvir várias vezes a frase "eu não consegui dormir esta noite".
Toda este nervosismo
tinha o seu porquê. O livro homônimo no qual se baseia é
um sucesso mundial há vários anos - já vendeu mais de 100
milhões de cópias desde seu lançamento, em 1954 - e seus
leitores não conseguem parar nos três "tijolos" que compõem
a trilogia O Senhor dos Anéis. Todos vão atrás de mais
e material sobre o assunto é o que não falta. Desde os livros
O Hobbit (a primeira aparição de Bilbo Bolseiro
e todo o universo de elfos, hobbits, magos, anões, etc.) e Silmarillion
a atlas sobre a Terra-média, jogos, desenhos animados e várias
outras obras que foram inspiradas no trabalho de Tolkien.
A espera valeu
a pena. Os belíssimos cenários, a complexa história, os
cavaleiros negros sem rosto, os orcs nojentos, os pés peludos dos hobbits,
a pontaria certeira do elfo Legolas, a teimosia do anão Gimli e todos
os outros detalhes idealizados pelo autor estavam ali, em cores vivas, impressos
na telona. Não é à toa que a revista americana Rolling
Stone apontou o filme como o melhor do ano. O Um filme!
Então todo
mundo gostou&qt& Não. Claro que não! Como o público era composto
de muitos daqueles fãs que devem morar em buracos de tão viciados
que são, houve quem saísse da sala dizendo "não acredito
que ficou faltando o terceiro parágafo da página 345 do encadernado
de luxo, que na edição normal fica no fim da página 347"...
bom, você entendeu o fanatismo do cara, né&qt&
Nós sabemos
que o filme não é perfeito, mas não precisa exagerar, né&qt&
Há altos. A trilha sonora se encaixa como uma luva em cada uma das cenas.
Até o silêncio, quando existe, é bonito. Mas também
há baixos. No filme, Pippin e Merry trombam com Frodo e Sam e sem a menor
explicação se juntam na caminhada à Valfenda. Alguns pontos
não foram bem explicados. Outros ficaram até melhor que o livro.
Entre fãs
e novatos no assunto houve um consenso para alguns pontos. Apesar do longa-metragem
ter 176 minutos, os cenários descritos nos livros de J.R.R. Tolkien,
as aventuras dos personagens e tudo mais fazem as quase três horas parecerem
pouco. Longos serão os doze meses que teremos que esperar para ver Duas
Torres e eternos dois anos até O Retorno do Rei.
Para entrar no
ritmo do filme, veja aqui a primeira parte da cobertura completa do lançamento
de O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel.