Um cartaz mostrando Angelina Jolie segurando uma arma apontada para cima e outro mostrando a atriz deitada sobre um carro foram proibidos no Reino Unido. As imagens, parte da campanha publicitária de O Procurado, foram banidas pela Advertising Standards Authority (ASA).
A ASA informou ter agido após receber 17 reclamações de pessoas que criticaram as imagens por glorificar e glamorizar o crime num momento em que a preocupação com a criminalidade cresce no país. A posição européia tem sido consistentemente oposta à dos Estados Unidos quanto ao tipo de imagem exibida em filmes e a classificação etária das produções. Enquanto as autoridades estadunidenses são mais críticas com cenas de sexo e nudez, os europeus preocupam-se mais com a violência.
Os cartazes de O Procurado também foram considerados irresponsáveis e inadequados para serem expostos onde podiam ser vistos por crianças. Em uma declaração oficial, a ASA informou que ao unir uma atriz desejada, poses de ação, imagens de armas ou relacionadas a elas, os cartazes pareciam glamourizar o uso da violência. A entidade também criticou o texto em que o herói diz que sua vida mudou para melhor quando se tornou um assassino.
A Universal Pictures defendeu seu trabalho dizendo que as imagens refletiam as raízes do filme, inspirado em quadrinhos, e apresentando exemplos de outros anúncios que o estúdio acredita serem menos estilizados e mais gráficos do que as imagens feitas para O Procurado. A Universal também alegou que os cartazes não foram instalados próximos a escolas e estavam expostos no metrô de Londres, cujo público não tem uma grande proporção de crianças.
A discussão, na verdade, aconteceu um pouco tarde demais, uma vez que O Procurado foi lançado no Reino Unido em junho e os anúncios já foram retirados. A ASA também concluiu que é pequena a probabilidade dos anúncios causarem problemas sérios, uma vez que a maior parte do público compreende que os cartazes refletem o conteúdo de um filme de ação. Apesar de sua crença na inteligência do público britânico, entretanto, a ASA determinou que os anúncios não devem voltar a aparecer em sua forma atual.
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