Em fevereiro a 20th Century Fox começou uma batalha judicial contra a Warner Bros. sobre os direitos de desenvolvimento, produção e distribuição da adaptação para os cinemas da graphic novel Watchmen. Semana retrasada a Fox ganhou o primeiro round quando um juiz julgou a causa procedente. Agora as duas partes voltam a discutir.
Na última sexta-feira ocorreu uma audiência em Los Angeles - e os dois lados não só continuam discordando como o futuro vai ficando incerto. Segundo o jornal The New York Times, a Fox ameaça entrar com uma liminar que impede o filme de estrear em 6 de março de 2009. A WB argumenta que a Justiça não deve permitir que a Fox barre o lançamento, já que a WB, a Paramount e a Legendary Pictures já gastaram mais de 100 milhões de dólares com a produção.
O caso envolve direitos comprados e repassados ao longo de 22 anos - saiba mais.
No resumo de sua posição na sexta-feira, a WB diz que a Fox "sentou quieta" enquanto um dos produtores de Watchmen, Lawrence Gordon, levou o projeto "a estúdio depois de estúdio, com o conhecimento expresso da Fox". Gordon é o executivo que comprou os direitos da Fox em 1994. A Fox hoje reclama seus direitos porque essa compra foi feita em um esquema comum em Hollywood, o turnaround: um estúdio cede os direitos autorais a outro, sob condições jurídicas que ainda garantem ao vendedor alguns direitos sobre a propriedade, como se o comprador precisasse prestar contas após a negociação.
A Warner cita que Gordon chegou inclusive a oferecer novamente Watchmen para a Fox em 2005, depois de anos tentando tocar o filme na Paramount. Segundo o estúdio, "a Fox simplesmente rejeitou" o projeto de Gordon. Como até a Universal tentou produzir o filme em 2001, é possível que mais gente seja arrastada para dentro do processo para testemunhar.
Fox e WB diferem até a respeito da data para julgar o processo. A Warner quer ir para o tribunal em abril do ano que vem. A Fox, dois meses depois, em junho. A questão, então, antes de mais nada, é saber se o juiz vai acolher a liminar que pode impedir a estréia do filme em março.
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