Cartazes do suspense Captivity são recolhidos

Divulgação do filme exagerou na violência

21/03/2007Ederli Fortunato

Cartazes de divulgação do suspense Captivity foram retirados dos outdoors de Los Angeles e Nova York. A ação, que incluiu a retirada de anúncios instalados em táxis, é uma resposta à reclamações feitas pelo público contra as imagens usadas na publicidade do filme.

A campanha de Captivity, iniciada em 13 de março, mostrava quatro imagens de Elisha Cuthbert (A casa de cera, 24 Horas) com as palavras Abduction (Rapto), Confinement (Confinamento), Torture (Tortura) e Termination (Encerramento). Na primeira imagem seu rosto aparecia coberto por uma mão enluvada; na segunda, atrás de uma cerca; na terceira, coberto por gaze e tubos no nariz; na última, a cabeça jogada para trás, indicando sua morte. Os cartazes estavam expostos em mais de 30 outdoors de Los Angeles - como este que você confere abaixo, foto tirada pelo site Cinefilevideo - e 1.400 táxis em Nova York.

A produtora After Dark Films e a distribuidora Lionsgate Films, juntamente com a Motion Picture Association of America (MPAA), organização que policia a indústria cinematográfica, receberam as reclamações que acusavam a campanha de marketing do filme de usar imagens de morte e tortura de forma gratuita. A distribuidora informou que não participou da produção dos anúncios, cabendo a responsabilidade apenas à After Dark. A produtora está pagando para que todos os anúncios sejam removidos.

Enquanto os cartazes são retirados, a After Dark informa que tudo não passou de um acidente. Segundo Courtney Solomon, presidente da produtora, os arquivos errados foram enviados para a impressão e passados à empresa de instalação dos anúncios sem que a direção da produtora aprovasse as imagens. Solomon disse ao Hollywood Reporter que os executivos da empresa estavam numa convenção em Las Vegas na semana passada e não tinham idéia de que os outdoors errados haviam sido instalados até retornarem a Los Angeles na quinta e encontrarem uma avalanche de e-mails e telefonemas de pais e mulheres ofendidos pelas imagens.

Solomon explicou ainda que a Lionsgate não havia visto as imagens porque elas não faziam parte do conceito da campanha de marketing. Ele não explicou, entretanto, como imagens que não faziam parte do conceito foram transformadas em cartazes e enviadas à gráfica e à instalação. Claro que o caso levantou comentários de que tudo não tenha passado de marketing-de-polêmica.

O fato é que o filme está sendo todo alterado. Solomon não apenas mandou amenizar as artes de divulgação, de acordo com as regras da MPAA, como informou que o fim de Captivity foi refilmado para mudar o destino da personagem. Ou seja, além da desculpa esfarrapada o executivo da After Dark contou o final do filme.

Captivity estréia nos Estados Unidos em 18 de maio.

Uma arte aprovada do filme - e não menos cruel - foi recentemente divulgada aqui.