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A
hora do rango
Waiting...
EUA, 2005
Comédia - 94 min. |
Direção
e roteiro: Rob McKittrick
Elenco: Ryan Reynolds, Anna Faris, Justin Long, David
Koechner, Luis Guzmán, Chi McBride, John Francis Daley, Kaitlin
Doubleday, Robert Patrick Benedict, Alanna Ubach, Vanessa Lengies,
Max Kasch, Andy Milonakis |
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Ir ao cinema e depois sair pra jantar é
um programa comum e bastante agradável. Mas há como arruiná-lo
além de qualquer salvação. Basta escolher A
hora do rango (Waiting..., 2006) como o filme da noite.
A comédia de estréia do diretor
e roteirista Rob McKittrick é estrelada por Ryan
Reynolds e Anna Faris (outra vez??? Eu ainda fecho os olhos e vejo cenas de Apenas
amigos) e mostra o cotidiano de um grupo de pessoas que trabalha numa
das lojas da cadeia de restaurantes Shenaniganz (claramente inspirada no T.G.I.
Friday´s).
Sem perspectivas para o futuro e completamente
acomodados em sua situação, os empregados do local vivem às
voltas com uma guerra particular contra os clientes e suas gincanas internas.
A principal delas consiste em tentar fazer com que seu companheiro de turno
encare inadverdidamente seus genitais. Caso ele o faça, leva um chute
no traseiro e é chamado de "bicha". Homofobia, escatologia
e outros "ias" abundam na trama.
Determinadas cenas (especialmente a vingança
contra a "cliente vadia da noite") são de extremo nojo gratuito,
que deveria fazer rir, mas simplesmente arruinam qualquer simpatia que o filme
poderia ter conquistado até então - sem falar que certamente estragarão
o jantar pós-filme.
Trata-se de um filhote aleijão de O
balconista, comédia indie de Kevin Smith, desprovida de
charme, inteligência ou criatividade. O filme tem até seu próprios
Dantes e Jays - personagens das tramas smithianas. O Dante de A hora do rango
é Dean (Justin Long), um sujeito inteligente mas preguiçoso
que tem que escolher entre progredir na "vida real" ou fazer carreira
na gerência do restaurante. Já o Jay foi transformado em dois moleques
chapados (Max Kasch e Andy Milonakis) que
agem como rappers o tempo todo.
As tramas paralelas são igualmente vazias
e giram em torno de assuntos totalmente desinteressantes, como uma menor de
idade cobiçada por todos, um sujeito incapaz de urinar em banheiros públicos
e outras bobagens do tipo que o diretor acha superengraçadas e emprega
exaustivamente.
Seria o filme da vida do Beavis & Butt-Head,
imagino.