Ao
sair da exibição de Superman – O Retorno
(Superman Returns - 2006) para a imprensa brasileira havia
três grupos: os que não tinham gostado tanto, os que tinham gostado muito
e os que se empolgaram de verdade e queriam assisti-lo de novo. Confesso que
participo desta última turma. Quando fui ao México fazer as entrevistas com
os atores, tentei ver o filme novamente por lá, mas todas as sessões estavam
lotadas.
A saída? "Mi Buenos Aires querido". Mas por que ir tão longe? Para
experimentar o filme na gigantesca tela do Imax, que tem
mais de 20 metros de altura - o equivalente a sete andares,
como deixa bem claro aquela mesma voz superior que pede para desligar o celular
e curtir o filme. E também porque, por enquanto, ainda não temos Imax por
aqui - a primeira sala está prometida para 2007 em São Paulo.
O grande diferencial desta versão são os 20 minutos que foram tridimensionalizados.
O processo foi desenvolvido pela própria equipe do Imax e posteriormente apresentado
ao diretor Bryan Singer, que deu seu aval. Resumindo o trabalho, algumas
cenas do filme foram digitalizadas, recortadas linha por linha e posteriormente
montadas novamente em diversas camadas. Esqueça aqueles óculos de papel com
um celofane vermelho e outro azul. No Imax, os óculos que você ganha quando
entra na sala são enormes e escuros e quando as cenas são exibidas na telona,
a impressão é de que tudo está realmente em 3D - é comum ver aquele pessoal
esticando os braços para tentar pegar os elementos que estão sendo projetados.
Para acompanhar a qualidade das imagens é necessário um som à altura. E a
versão Imax tem isso também. O altíssimo volume digital da sala envolve e
impacta os espectadores por todos os seus 154 minutos, desde os acordes iniciais
da trilha sonora composta por John Williams até a nota final que acompanha
os créditos.
Se você já assistiu ao filme, veja abaixo quais são as cenas transformadas
para 3D (se não viu ainda, as descrições a seguir podem conter alguns SPOILERS,
então leia por sua própria conta e risco):