Poseidon
Poseidon
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Poseidon
Poseidon
EUA, 2006
Ação/Drama - 97 min. |
| Direção:
Wolfgang Petersen
Roteiro: Mark Protosevich
Elenco: Josh Lucas, Kurt Russell, Emmy Rossum,
Jacinda Barrett, Mike Vogel, Jimmy Bennett, Mia Maestro, Andre
Braugher, Richard Dreyfuss
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O que você espera da refilmagem de um filme-catástrofe
sobre um transatlântico emborcado no meio do oceano? Muita correria? Explosões?
Afogamentos? Alguns poucos sobreviventes? Se for essa a sua expectativa, Poseidon
- remake de O destino do Poseidon, de 1972 - é um filme
perfeito. Mas nem pense em querer ver dramas humanos bem construídos, diálogos
afiados e desenvolvimento de personagens primoroso. Este não é o
tipo de filme.
O diretor Wolfang Petersen tem água na cabeça. Ficou famoso com O Barco (Das boot, 1981) sobre a tripulação de um submarino em tempos de guerra. Depois voltou ao tema em Mar em fúria, sobre um navio pesqueiro enfrentando uma tempestade monstruosa. Agora uniu a claustrofobia do primeiro com a onda gigante do segundo. Mas se ele buscou interações mais realistas e tentou cativar o público por seus personagens nos dois filmes citados, em Poseidon fica claro que ele quer mais é ver montado o labirinto de água, fogo e vento que é o casco do navio avariado.
Na trama, uma onda gigantesca faz tombar um luxuoso
transatlântico na noite de reveillon e um pequeno grupo de sobreviventes
é obrigado a se unir, na luta para salvar suas vidas. O navio está
rapidamente se enchendo de água, e cada um deles terá de se valer
de habilidades e encontrar forças que nem imaginava possuir, lutando
contra o tempo pela própria sobrevivência.
Os personagens são diferentes da versão
original e, apesar de suas limitações, interpretados com competência.
Richard Dreyfuss vive um arquiteto gay que pensa em cometer
suicídio. Kurt Russell interpreta um ex-prefeito de
Nova York que viaja com sua filha gatíssima (Emmy Rossum)
e o namorado dela (Mike Vogel). Josh Sorriso
Colgate Lucas é o jogador profissional Dylan Johns, que
está de olho numa mãe solteira (Jacinda Barrett)
que viaja com seu filho (Jimmy Bennett). Mia Maestro
(Alias) vive uma passageira clandestina que está a bordo a convite
de um garçom do navio (Freddy Rodriguez, o Rico de A
sete palmos). Andre Braugher e Kevin Dillon
completam a trupe como o capitão do barco e o jogador bregaço
Lucky Larry. Fora uma centena de figurantes que serve apenas pra gritar e se
afogar.
Petersen, no entanto, não está
nem aí pra essa gente toda. Ele não se importa com quem vive ou
morre. O importante é como eles vivem ou morrem. O
astro é mesmo o navio, um monstro de aço que precisa ser vencido
em nome da sobrevivência. E esse oponente letal é magnificamente
realista. É impressionante pensar que tudo ali foi criado através
de computação gráfica. Realmente não parece.
Enfim, é ação do início
ao fim descaradamente descerebrada e divertida, com algumas boas surpresas.
Poseidon, o furioso Deus dos mares e tempestades marinhas, ficaria orgulhoso.
Já Atena, Deusa da sabedoria, da inteligência e das artes, certamente
torceria o nariz.