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Anjos
da Noite - A Evolução
Underworld: Evolution
EUA, 2006
Ficção - 106 min |
Direção:
Len Wiseman
Roteiro: Danny McBride
Elenco: Kate Beckinsale, Scott Speedman, Tony Curran,
Derek Jacobi, Bill Nighy, Steven Mackintosh, Shane Brolly, Brian
Steele, Zita Görög, Scott McElroy, John Mann, Michael
Sheen, Sophia Myles, Richard Cetrone, Mike Mukatis, Lily Bo Sheen |
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O alerta no início
da crítica de Anjos
da Noite (Underworld, 2004) continua valendo para sua continuação.
Se você não se liga em RPG, vampiros e lobisomens, definitivamente
deve manter-se longe também do novo longa. Aliás, com um agravante
- este Anjos da Noite - Evolução (2006)
concentra-se muito mais na ação vertiginosa e barulhenta do que
nas tramas políticas vampirescas do primeiro filme. São mais tiros
e explosões e menos conspirações.
A história
começa do ponto em que o original parou. Kate Beckinsale
vive novamente a formidável guerreira vampira Selene,
uma chupadora de sangue coberta de couro lustroso e armas automáticas.
Depois de ter assassinado o ancião Viktor (Bill Nighy),
o responsável pelo extermínio de toda a sua família séculos
atrás, ela foge ao lado de seu amor, Michael (Scott
Speedman), um híbrido vampiro/lycan (lobisomem) que está apenas
começando a entender seus poderes e força.
Seus perseguidores
são Marcus (Tony Curran), um vampiro ancestral recém-acordado,
e seu pai, Alexander Corvinus (Derek Jacobi), um rico imortal.
O primeiro busca Selene para obter, através do sangue da moça,
a localização de seu irmão William (Brian
Steele), o lobisomem original, algo que Alexander pretende impedir, por conhecer
a ameaça que o filho selvagem - aprisionado há centenas de anos
- representa.
Evolução
cumpre - pelo menos em parte - o que promete já no título. Traz
efeitos bastante superiores aos do original (especialmente as transformações
dos licantropos e o trabalho no vampiro Marcus, quando transformado), bem como
cenas de ação mais elaboradas. Há mais pele também,
já que Kate Beckinsale e Scott Speedman têm uma sensual cena de
sexo - prova de que SE existe algo mais tentador que a atriz enfiada em roupas
de couro apertadíssimo é ela fora dessas mesmas
vestimentas.
O diretor Len
Wiseman, que acertou também fora das câmeras ao se casar
com Beckinsale, volta a mostrar que é um criador cuidadoso. Manteve seu
universo interessante especialmente pela inclusão de mais flashbacks
medievais, um item predileto da cartilha nerd. O terceiro e inevitável
filme da série deve seguir por aí também.
A trama, trabalhada
por Danny McBride, segue de cena em cena buscando maneiras
de mostrar confrontos maiores e mais empolgantes. E tome helicópteros
caindo, vampiros alados, esquadrões de assassinos treinados, presas e
garras brilhando e todos esses elementos que também alegram os amantes
do gênero. Por outro lado, traz pouca inovação narrativa.
Fora as ínfimas informações novas, como o desinteressante
passado de Selene ou o nascimento das duas raças, fica a impressão
de que o filme poderia ser bem mais abrangente se fossem exploradas com mais
cuidado as sociedades vampírica e lycan, suas organizações
e histórias.
Mas como a pancadaria
e os decibéis são mesmo o foco, fica aqui o alerta. Anjos
da Noite: Evolução deve agradar ainda mais ao público-alvo,
mas afastar categoricamente outras pessoas. Seja qual for o grupo ao qual você
pertença - lycan, vampiro ou apenas alguém com vontade de comer
uma pipoquinha tranqüila -, esteja avisado.