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Refém
Hostage
EUA / Dinamarca, 2005
Suspense - 102 min. |
Direção:
Florent Emilio Siri
Roteiro: Doug Richardson, Robert Crais (livro)
Elenco: Bruce Willis, Kevin Pollak, Jimmy Bennett,
Michelle Horn, Ben Foster, Jonathan Tucker, Marshall Allman, Serena
Scott Thomas, Rumer Willis, Robert Knepper, Tina Lifford |
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A trama é
conhecida: um policial tem um trauma muito grande escondido em seu passado e
decide mudar sua vida, mas é forçado a encarar de frente os problemas
que estavam enterrados. O
ator é conhecido: Bruce Willis, famoso principalmente
pela série de TV A gata e o rato (que no século passado
fez certo sucesso na Globo) e pela trilogia Duro de matar (1988, 1990
e 1995). Assim, quem vai ao cinema já sabe o que esperar: muitos tiros,
explosões, dramas baratos, histórias sem sentido, enfim, os clichês
dos filmes de ação, certo? Sim e não...
Enquanto mostra
porque Jeff Talley (Willis) decidiu trocar o posto de negociador de reféns
da SWAT em Los Angeles pelo de chefe do departamento em uma pequena cidade no
sul da Califórnia, o diretor francês Florent Emilio Siri,
discípulo de Eric Hommer estreando em Hollywood, consegue sair do básico
e criar o clima certo para um thriller policial. Além da dor
na consciência adquirida em Los Angeles, Talley tem de enfrentar problemas
conjugais e uma filha adolescente em ebulição.
Além da
interessantíssima seqüência dos créditos iniciais,
Siri acerta também ao colocar os garotos-problema invadindo uma casa
"apenas" para roubar um carro e se deslumbrando com a possibilidade
de se tornarem milionários. O drama dos meninos dentro da casa, se desesperando
pela sinuca de bico para qual caminham, e dos reféns - um pai, e um casal
de filhos - é um crescente interessante que consegue deixar o espectador
irriquieto em sua cadeira.
Armadilhas
do gênero
O problema é
que ele acaba caindo nas armadilhas do gênero e do mercado norte-americano
quando tem de mostrar a superação de Talley. A
partir deste momento, surgem vilões que andam no meio das chamas carregando
garrafas de coquetel molotov, donzelas em apuros com ar de Madonna (a santa,
não a rainha do Pop) e misteriosos endinheirados sem rosto. A possível
ligação destes últimos com o passado de Talley é
citada, mas nunca resolvida. Para um filme que quer costurar todas as pontas,
Refém (Hostage, 2005) acaba deixando
sobras de tecido desfiados por todas as partes.
A seqüência
final, que mais parece um faroeste, é a síntese do modo Duro
de Matar que tem marcado a maioria dos filmes de Bruce Willis, um ator
que não é limitado, mas que precisa ser bem dirigido para fazer
sua cara de bebê chorão ficar legal na tela. Claro que um bom roteiro
também não faria mal a ninguém. Isso dito, continuemos
a nossa espera por Sin City.