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Diário
da Princesa 2
Princess Diaries 2
EUA, 2004
Comédia - 115 min. |
Direção:
Garry
Marshall
Roteiro:
Meg Cabot,
Gina Wendkos
Participações:
Anne Hathaway, Julie Andrews, Hector Elizondo, John Rhys-Davies,
Heather Matarazzo, Chris Pine, Callum Blue, Kathleen Marshall, Tom
Poston |
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Por causa da roupagem
de contos de fadas que selou o sucesso de público de Uma linda mulher
(BLEARGH!), Garry Marshall foi chamado pela Disney para dirigir
filmes baseados da série literária O
diário da princesa.
Péssima idéia!
Mais que no primeiro filme (Princess Diaries, 2001), esta continuação tira
completamente Mia do planeta Terra e a coloca numa destas comédias
românticas (no pior sentido do termo) que aquela sua tia grudenta
tanto adora.
A história de O diário da princesa 2 (Princess diaries 2: The royal engagement, 2004) se passa toda em Genóvia, o principado que a menina vai governar e onde tudo é velho. A suíte da
princesa é dourado-teia-de-aranha, com direito a terninhos antiquados
e um pôster de Amarcord. Nada contra Fellini, mas a Mia dos livros
teria um pôster de Titanic, Pearl Harbor ou qualquer outro desses
produtos feitos para adolescentes.
Em certo momento do filme, ela confessa que é fã de I Love Lucy. Nos livros, ela fica completamente hipnotizada é pela tosquice de
SOS Malibu (Baywatch). O ponto aqui não é se a adaptação é fiel ou não ao livro,
mas sim se o longa vai funcionar para a faixa etária pretendida, o que
dificilmente vai acontecer.
No primeiro filme até que algumas
adolescentes podiam se identificar com o desajeito de Mia. Nesse
segundo, vai ser complicado. Até o interesse romântico da princesa tem
uma pele bem sambadinha... :-P
E se o filme foi feito pensando nas fãs dos livros de Meg Cabot, aí é que não vai colar mesmo.
Adolescentes mais esquentadinhas vão odiar a overdose de glicose dos
diálogos. Acredito que nem as crianças vão se deixar enganar.
Anna Hathaway, que encarna Mia desde o primeiro filme, é ótima para o
papel, mas com aquele nível de diálogo não havia o que fazer. Também jogados na
lama estão Heather Matarazzo, como a melhor amiga de Mia, Lilly, e
John Rhys-Davies (Gimli de O Senhor dos Anéis), como um político patético que vive citando o santo
nome de Maquiavel em vão.
Pior ainda para Julie Andrews, que faz uma versão pra lá de açucarada da avó de Mia. No filme, a atriz canta pela primeira vez no cinema depois de
uma desastrada cirurgia que quase acabou com a sua voz. Para seu azar, a
musiquinha não podia ser mais sem graça. Coitada...
O filme não tem ritmo, as piadas são sem graça e antiquadas, a direção
é primária. Melhor mesmo é comprar os livros e se imaginar no lugar de
Mia. Com o cinema em sua cabeça, o resultado vai ser bem melhor que na telona...