DAVID LYNCH, O Primeiro Diretor Surrealista Americano
DAVID LYNCH, O Primeiro Diretor Surrealista Americano
David
Lynch nasceu em Missoula, Montana em 1946. Cresceu
num ambiente familiar bastante afortunado na costa a noroeste com valores
americanos tradicionais.
Sua formação de classe média dos anos dourados do american way
exerce marcante influência em seus filmes, mas jamais de maneira direta. Lynch
sempre vai além do óbvio, trilhando a face oculta do sonho americano. Seus
heróis são inocentes, porque viajaram pela escuridão e emergiram do outro
lado; criaturas extraordinárias tomadas por fraquezas, sempre acessíveis e
abertas a tudo.
NO COMEÇO, O MOVIMENTO
O futuro diretor de Veludo azul entrou para o mundo das artes, estudando
pintura na Academia de Artes da Filadélfia nos anos 60. Seus quadros eram
grandes e escuros. Ele não gostava da imobilidade, sempre achou que as imagens
clamavam por movimento. Desse incomodo, nasceu a idéia da animação, os primórdios
de sua paixão pelo cinema. Seu primeiro trabalho foi Six figures getting
sick (1966), em que cabeças tridimensionais apareciam em diversas
etapas de vômito.
Em 1968, fez The alphabet, uma bizarra animação
de quatro minutos; sua primeira investida naquele que seria seu futuro estilo.
Em um cenário de texturas e formatos, um pequeno ser dá vida às letras do
alfabeto, enquanto se ouve um coro de crianças. A cabeça da criatura cai,
jorrando sangue numa menina deitada na cama, o que a leva a vomitar sobre
si mesma.
Naqueles primeiros anos, não apenas sua produção era estranha. Lynch vestia-se
com gravatas e um chapéu de palha. Na Escola de Artes, queria desafiar o mundo
com suas pinturas e películas.
Sua fita seguinte foi mais ousada, The grandmother de 1971,
que combinava ação e animação. Trata-se da história de um menino que gera
uma avó a partir de uma semente.
POESIA FILMADA
Naquele início dos anos setenta, a vida do jovem diretor mudaria drasticamente.
Sua namorada havia engravidado. O episódio inspirou, anos depois, Eraserhead
(1977). David não queria família, não pensava em se casar e nem em ter
filhos. Sua filha, Jennifer Lynch, nasceu com os pés disformes. No
filme, o bebê era deformado.
Jack Nance faz Henry, um homem simples jogado num relacionamento
e na paternidade. Tudo ao seu redor parece sombrio e estranho, levando-o a
sentir falta da pureza e da ingenuidade de sua infância.
Por sinal, Nance estrelou todos as obras do diretor até morrer em 1996, menos
O Homem Elefante. Seu último papel foi justamente em Estrada
perdida.
Eraserhead foi iniciado com uma bolsa do American Film Institute
de Los Angeles, para onde Lynch havia se mudado. Em sua maioria, as cenas
são internas. Quando não, foram gravadas na área industrial da cidade, um
dos lugares preferidos do cineasta, porque os sons industriais criam um fundo
constante e assustador.
A fita foi escrita como uma poesia de verso livre. Foram seis anos de filmagem.
Angustiado para concluir a produção, Lynch até cogitou fazer um boneco de
Henry e filmá-lo num cenário de papelão para preencher os elos que faltavam.
Apesar do filme se tornar um sucesso cult, o jovem cineasta teve que
exercer atividades curiosas para concluí-lo. Instalou aquecedores em prédios,
entregou o Wall Street Journal e construiu casebres. Parecia fadado
a fazer cinema de baixo custo, sustentado por bicos. No entanto, seu talento
em criar mundos escuros e belos não passou despercebido.
A CENA PROFISSIONAL
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O ator, roteirista, diretor e produtor Mel Brooks convidou-o a dirigir
uma produção perfeita para sua índole, O Homem Elefante (1980).
Lynch foi atraído pela história de uma criatura de alma linda em meio à industrialização
inglesa. Sem dúvida, a decisão de Brooks foi inspirada. Ele ainda assegurou
que a obra sairia da maneira que Lynch queria; algo espantoso para quem filmava
pela primeira vez na cena profissional. A película recebeu oito indicações
para o Oscar, melhor filme, melhor direção, melhor ator,
roteiro adaptado, direção de arte, trilha sonora original,
montagem e figurino.
Aclamado, recebeu convite para dirigir Duna (1984), baseado
no livro de Frank Herbert, eleito em 1975 o melhor romance de
ficção científica. Com mais de setenta cenários, quatro mil figurantes e seiscentos
técnicos, era um grande desafio. Porém, estava fadado ao fracasso. Lynch não
teve a palavra final na montagem e o resultado não saiu à cara dos produtores
e nem do diretor.
Foi a primeira e a última vez que se gastou tanto num projeto de sua lavra.
Recentemente foi lançada uma caixa pela Versátil com dois DVDs: um reconhecido
pelo cineasta e o outro com a versão acrescida de quarenta minutos assinada
por Alan Smithee, pseudônimo utilizado por diretores que não querem
seu nome envolvido no produto final.
ALEGRIA GRANULADA
Os fãs de Lynch adoram seus filmes, mas se fascinam também com as histórias
do seu comportamento estranho, como a sua fase Big Boy.
Durante anos, freqüentou o Bob’s Big Boy Diner com toda a família
para um almoço americano seguido de muito café. Estimulado pela cafeína e
grandes quantidades de açúcar, passava a tarde anotando idéias em guardanapos.
Tomava vários cafés e um milkshake de chocolate todos os dias às 14h30min.
O açúcar dava um barato, uma euforia que o impelia na busca de idéias. Não
adepto a drogas, sentia-se estimulado pelo que chamava de alegria granulada.
A fase Bob’s começou na metade de Eraserhead e durou sete anos ao
final de Duna.
Outra de suas manias, que persevera até hoje, é vestir-se quase sempre da
mesma maneira. Apesar de não usar mais gravatas, sua camisa está sempre abotoada
até o colarinho. Ele alega que sente frio na clavícula.
SÍNTESE DE EXTREMOS
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Após o fracasso de Duna, Lynch embarcou num projeto diferente, um
filme de baixo custo, com total controle artístico. Foi gerado por uma única
idéia: entrar no quarto de alguém e assistir a uma cena bizarra sem ser visto.
Pela primeira vez, explorou sua obsessão com a vida americana. A língua, os
costumes e os segredos atrás das portas. A película era Veludo azul
(1986). Nessa produção, uma verdadeira síntese dos extremos de sua vida,
o cineasta foi indicado pela segunda vez ao Oscar de Melhor Diretor.
Dennis Hopper interpretava Frank Booth, o psicopata drogado propenso
a cometer atos insanos. Segundo Hopper, filmar com Lynch significou envolver-se
em algo controvertido, de grande público e duradouro.
Em Veludo azul, sua personagem dizia dezenas de vezes a palavra fuck.
Porém, sempre que precisava que o ator a proferisse, Lynch mostrava-a escrita
num cartaz, mas nunca a pronunciava. Em entrevistas, Hopper garante que o
diretor é capaz de escrever, mas não de pronunciar fuck. Lynch não
desmente.
Nessa época, outra atividade do cineasta foi uma tira semanal num jornal
de Los Angeles. Durante sete anos, escreveu o texto que ilustra a vida infeliz
de sua personagem: o cão mais bravo do mundo. Segundo o próprio Lynch: tão
bravo que não consegue se mexer, comer ou dormir. Mal pode rosnar. Amarrado
por tensão e ódio, aproxima-se da rigidez cadavérica. A arte era sempre
a mesma, só mudavam as falas.
O INUSITADO NA TV
Em 1990, David Lynch lançou aquilo que viria a ser considerado o divisor
de águas da televisão americana: Twin Peaks. O seriado foi descrito
pela Time magazine como diferente de tudo no horário nobre ou no
mundo de Deus. Seu parceiro foi o roteirista Mark Frost, criador
de Hill street blues.
O ponto de partida da trama é um corpo achado na praia. Trata-se de Laura
Palmer, recém-formada e rainha do baile. Boa aluna e garota mais bonita
da cidade, praticava caridade e era destinada a ter sucesso na vida. Os episódios,
porém, revelam sua outra face: obscura, perigosa e assustadora. Os Estados
Unidos pararam para saber quem tinha matado Laura Palmer e apreciar o talento
de novos atores que fizeram sua estréia no seriado.
Apesar de se passar na costa noroeste dos Estados Unidos, Twin Peaks foi
filmado em um estúdio de Los Angeles. Como em todos os projetos do diretor,
mostrava vários eventos extraordinários ocorrendo nos ambientes mais comuns;
típicos de lugarejos como aquele em que Lynch viveu até seus quinze anos.
Daí, a cidade de Twin Peaks se situar nas imediações de uma floresta, e dela
a trama extrair boa parte de seus mistérios. Desse contato com as árvores,
surgiu uma personagem popular da série, the log lady. Ela carrega
um tronco que é a ligação com o marido morto ainda jovem num incêndio na floresta.
ENVOLVIMENTO COM A MÚSICA
A música de Twin Peaks é uma obra de arte por si só.
O tema começa obscuro, lento e até mesmo assustador. Súbito, alça de um tom
menor para maior, iniciando um lento crescendo de uma só nota. Sem pressa,
chega ao clímax de arrebentar corações. Depois, cai suavemente, retomando
o tom menor e sombrio. A trilha foi composta por Angelo Badalamenti,
colaborador do diretor desde Veludo azul.
Por sinal, é comum Lynch assinar as trilhas sonoras de suas películas. Escreveu
letras para muitas das composições, tendo produzido e escrito músicas para
dois álbuns da cantora Julee Cruise junto com Badalamenti.
Cruise fez sua estréia, interpretando uma canção para a trilha de Veludo
azul. Deste encontro, nasceu uma apresentação televisionada em Nova Iorque,
Industrial symphony no 1 – The dream of the broken hearted.
Lembrava um segmento de Twin Peaks. Num telão, apareceriam os atores
Nicolas Cage e Laura Dern (casal protagonista de Coração
selvagem) interpretando respectivamente o homem que parte o coração
e a mulher de coração partido. Em seguida, a cantora adentrava o palco,
entoando o sonho da mulher de coração partido. O show contou com vários
números de dançarinos, alpinistas e elementos de cena, construindo uma atmosfera
rica e abstrata.
Lynch ainda produziu o CD da cantora e violinista Jocelyn Montgomery,
baseado na música de Hildegard Von Bingen, Lux vivens. Às belas
composições seculares, acrescentou sons do mar, do vento, dos pássaros e de
sinos. Um disco sublime que encanta mesmo quem não é muito chegado à música
clássica.
Em 1999, lançou Blue Bob, inspirado no nascimento do
rock & roll e marcado por um som cru com reverberação, eletricidade e
máquinas. Esse lançamento foi acompanhado por três ótimos vídeos bem ao estilo
do diretor.
AMOR E EXTREMOS
Enquanto dirigia Twin Peaks, Lynch deixou-se fisgar pelo livro de
Barry Gifford, Wild at heart. Dessa atração, nasceu Coração
selvagem, produção com temática road (filmes de estrada), baseada
no relacionamento das personagens principais, Sailor (Nicolas Cage)
e Lula (Laura Dern).
Sailor era rebelde e másculo e Lula rebelde e feminina, mas se tratavam com
respeito e estavam totalmente apaixonados. Eram iguais no relacionamento.
Mesmo quando ele mata um homem, batendo sua cabeça no concreto, os protagonistas
não perdem a inocência. Na cena, vemos sangue jorrando, miolos se abrindo
com violência. Há extremismos no filme, mas proveniente do amor. Para Lynch,
este sentimento gera estranhezas.
A fita é uma jornada psicológica baseada na obsessão do diretor com a figura
de Elvis Presley, personificado por Cage, e o Mágico de Oz. Fábula
de horror surrealista com toques de humor negro, é um filme de amor. Só os
donos de um coração selvagem poderiam viver naquela realidade insana.
As interpretações são fantásticas com destaque para Willem Dafoe vivendo
brilhantemente Bobby Peru. A produção foi premiada em Cannes com a Palma de
Ouro.
CENÁRIOS E PERSONAGENS LYNCHIANOS
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Ainda obcecado com seu seriado de sucesso, Lynch dirigiu Twin Peaks
- os últimos dias de Laura Palmer (1992), uma espécie de prólogo.
O longa não teve bom desempenho comercial e a crítica ficou dividida. É forçoso
reconhecer que, para entender e apreciar a trama, era necessário ter assistido
aos episódios da televisão.
Em 1997, Lynch produziu Estrada perdida, sobre um saxofonista
e sua mulher. Todos os dias, ele recebe uma fita de vídeo com cenas de dentro
da casa. Começa, então, a desconfiar que está sendo traído no casamento, o
que culmina com a morte da esposa. Neste momento, o saxofonista transforma-se
em um jovem frentista de posto de gasolina. A mulher de seus sonhos é companheira
de um mafioso. É a maneira de Lynch mostrar o mesmo acontecimento por um outro
ponto de vista.
O filme, cujos cenários contaram com peças desenhadas pelo próprio diretor,
lembra um looping interminável bem ao estilo de Buñuel, carregado de
múltiplas referências, interpretações e personagens Lynchianas.
Inspirando-se em uma história verídica, Lynch trouxe para as telas a aventura
de Alvin Straight em a História real de 1999, um libelo contra
a arrogância.
Um fazendeiro de setenta anos, ao saber que seu irmão teve um derrame, empreende
uma viagem de 260 milhas num mini-cortador de grama. É uma forma de se punir
por ter ficado quase dez anos sem falar com ele. Tirando proveito dessa redenção
Lynch confere seu toque pessoal aos encontros inusitados do ancião durante
o trajeto.
Com 79 anos na época, Richard Farnsworth vive Alvin, interpretação
que lhe valeu a indicação para o Oscar de Melhor Ator.
AMNÉSIA E PESADELOS
Passados dez anos de sua primeira experiência com televisão, David Lynch
resolveu criar um novo seriado. Quando ficou pronto, o piloto foi recusado
pelos executivos que o consideraram muito confuso para o público americano.
Entrou em cena, então, a produtora francesa Studio Canal, que aceitou
bancar o projeto contanto que o diretor o transformasse num longa. Foi o filme
mais comentado do ano.
Cidade dos Sonhos (2001) é uma fita noir, narrando
uma história de amor na cidade dos anjos. Com mudanças de identidade, amnésia
e pesadelos, tudo se centra na relação de Rita (Laura Harring) e Betty (Naomi
Watts). Repleto de personagens e cenas bizarras, o filme não parece ter muita
lógica nos seus primeiros 105 minutos. Porém, nos 45 finais, tudo é solucionado,
cobrando do espectador toda sua atenção.
Jornais e revistas publicaram dicas para seu entendimento e alguns cinemas
chegaram a distribuir folhetos explicativos. Lynch foi indicado ao Oscar de
Melhor Diretor e ganhou o prêmio de direção em Cannes.
ASSIM NA PINTURA COMO NOS FILMES
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Fora o cinema, David Lynch sempre produziu e dirigiu vários contos e histórias
para televisão americana. Além disso, jamais abandonou a pintura, tendo realizado
diversas exposições de fotografias e quadros. Suas obras trazem uma mistura
de cores, objetos, insetos e animais, técnica que teve início quando uma mariposa
se chocou num quadro que pintava. Em vez de tirá-la, apreciou o resultado
e deixou-a lá.
Uma de suas pinturas mais famosas é Rat meat meet bird, de
1997sendo que a palavra meat vem riscada. Para finalizá-la, afixou um pássaro
morto à direita, um rato sem pelos à esquerda e um pedaço de rosbife com um
orifício no meio e deixou formigas invadirem a carne. Jogou verniz por cima
e a imagem final lembra uma cena de seus filmes.
Em uma outra ocasião, fez uma cabeça de queijo revestida de barro, sendo
que os olhos, ouvidos e boca eram compostos de peito de peru. Durante quatro
dias, deixou as formigas entrarem pela boca e a cabeça foi devorada de dentro
para fora.
FILHINHA DO PAPAI
Jennifer Lynch parece ter a mesma visão que seu pai. Em seu filme
de estréia, Encaixotando Helena de 1993, ela conta a história
de um cirurgião obcecado por uma mulher. Ao ser rejeitado, enlouquece e, aproveitando-se
de um acidente, leva-a para casa. A fim de que não o abandone, amputa suas
pernas e braços. Um enredo bizarro e doentio para o grande público, mas deve
ter deixado papai David orgulhoso.
A diretora também foi responsável pelas memórias de Laura Palmer em Twin
Peaks. Na época do seriado, foi publicado um livro em forma de diário,
que ela escreveu como se fosse a própria personagem.
O LADO NEGRO DO CONTO DE FADAS
David Lynch acredita que basta seus protagonistas inocentes fecharem os olhos
para escuridão para que o mundo torne-se um lugar melhor. O público sente
algum desconforto ao ver seus filmes. As pessoas não sabem se riem, choram,
se empolgam ou sentem repugnância. Sua filmografia reflete sua crença total
no sonho americano dos anos 50: carro legal, menina legal, casa legal, um
passarinho legal na sua janela e você está feito. Lynch acredita tanto nesse
mundo de conto de fadas tanto quanto no fascínio que exerce seu lado negro.
***
FILMOGRAFIA
Todos os filmes feitos para
o cinema por David Lynch foram lançados em VHS no Brasil. Segue a lista
dos já lançados por aqui em DVD:
-
Duna (1984)
Com Kyle Maclachlan, Max
Von Sydow, Sting, Patrick Stewart, Dean Stockwell, Sean Young e Jack
Nance. A versão contestada por Lynch - Extras:
notas da produção, pôsteres, fotos dos bastidores, design de Duna, frases,
a saga de Duna, os livros do mundo e biografias. Versão
de 40 minutos não assinada pelo diretor - Extras:
notas da produção, a história da versão estendida, a saga de Duna, os
livros do mundo, frases, pôsteres, fotos dos bastidores, design de Duna
e biografias. A Versátil lançou
também uma caixa com os dois dvds. [ comprar
]
-
Veludo azul
(1986)
Com Kyle Maclachlan, Isabella Rossellini,
Dennis Hopper, Laura Dern, Dean Stockwell e Jack Nance. Extras: menu interativo,
seleção de cenas, cenas excluídas, galeria de fotos, trailer, dois spots
de tv e um documentário (Mistérios do amor). [ comprar
]
Com Nicolas Cage, Laura Dern,
Willem Dafoe, Diane Ladd, Isabella Rossellini, Harry Dean Stanton, Jack
Nance e Crispin Glover. Sem extras. [ comprar
]
-
Twin Peaks – Os últimos
dias de Laura Palmer (1992)
Com Sheryl Lee, Ray Wise,
David Bowie, Kyle Maclachlan, Mädchen Amick, Kiefer Sutherland, Chris
Isaak, David Lynch, James Marshall, Jack Nance e Heather Graham. Sem extras.
-
A história real
(1999)
Com Richard Farnsworth,
Sissy Spacek. Extras: fotos, trailer e biografias.
-
Cidade dos sonhos
(2001)
Com Naomi Watts, Laura Harring,
Justin Theroux, Ann Miller e Robert Forster. Extras: menu interativo,
seleção de cenas, trailer,
cenas de bastidores, entrevistas, notas sobre o elenco, diretor e premiações.
[ comprar
]
-
Veludo azul, de
Michael Atkinson pela Editora Rocco.
No livro, Atkinson conceitua
a obra e seu criador na cinematografia contemporânea, aponta detalhes
que passaram despercebidos mesmo ao cinéfilo mais atento, compara o roteiro
original com o material editado e traz detalhes do gênio Lynch, seu processo
criativo, valores, dados autobiográficos e personagens. O autor também
descreve a trama e seus psicologismos e disseca a simbologia e a estética
intrincada com as quais o diretor impregnou o filme de forma absolutamente
pessoal.
Nos Estados Unidos existem vários
livros sobre a obra do diretor. Os imprescindíveis são:
Um livro de 250 páginas de Chris Rodley
em que o autor entrevista Lynch. É muito interessante ler as explicações
do próprio diretor para suas escolhas. Mesmo não gostando de comentar
sua obra, aqui ele fala com desenvoltura sobre o processo criativo, fracassos,
pintura e filmes. Têm quarenta fotos.
Uma coleção de pinturas, fotografias e
ficção do próprio David Lynch. Muitas de suas obras apareceram publicamente
pela primeira vez aqui.
Um excelente livro que analisa a fundo
toda a obra do diretor. Tem um prefácio de Barry Gifford, autor da novela
Wild at heart na qual Lynch se baseou para fazer Coração selvagem.
A última edição inclusive tem detalhes de Cidade dos sonhos.
CDS
Fora as trilhas sonoras de seus filmes em
parceria com o compositor e músico Angelo Badalamenti, Lynch lançou os seguintes
cds:
-
Lux vivens (Living
light): The music of Hildegard Von Bingen
Lynch produz, mixa,
arranja e compõe junto com a violinista e cantora Jocelyn Montgomery
a obra de música erudita de Von Bingen.
-
Pretty as picture:
the art of David Lynch
DVD produzido e dirigido
por Toby Keeler durante as filmagens da Estrada perdida.
Mostra o processo criativo do diretor, cenas de seus primeiros curtas
em animação, entrevistas com membros de sua equipe técnica e atores, quadros,
cenas de seus filmes e compondo com Angelo Badalamenti.
-
Industrial symphony
no 1 – The dream of the broken hearted
Depois que seu namorado
termina o relacionamento, o sonho da namorada de coração partido flutua
por um terreno baldio industrial cantando músicas de amor. Espetáculo
surrealista com a cantora Julee Cruise em meio a jogo de cenas,
dança moderna. Participação de Michael J. Anderson, o anão do seriado
Twin Peaks. Antes da apresentação tem um vídeo de três minutos
com Nicolas Cage e Laura Dern, representando respectivamente o homem
que parte o coração e a mulher de coração partido. Esta fora de catálogo.
Encontra só na Ebay.
-
Página idealizada pelo diretor
onde se encontra de tudo. É possível navegar pelo site, mas há uma parte
exclusiva para membros por dez dólares mensais. Nela, tem-se acesso a
histórias inéditas e vídeos. Na loja, encontram-se camisas, bonés, trailers,
pôsteres, canecas, fotos, DVD remasterizado de Eraserhead e inclusive
de seus primeiros curtas. Divirta-se!