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Anti-herói
americano
American Splendor
EUA, 2002
Drama - 100 min. |
Direção:
Shari Springer Berman, Robert Pulcini
Roteiro: Berman, Pulcini, Harvey Pekar (HQ)
Elenco: Paul Giamatti, Harvey Pekar, Hope Davis,
Judah Friedlander, Joyce Brabner |
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Harvey Pekar era um arquivista
em um hospital de Cleveland que vivia, em suas próprias palavras, uma vida ordinária.
Até que, depois de conhecer o artista de quadrinhos alternativo Robert Crumb,
teve a idéia de transformar sua vida em um gibi. Disso, veio a afamada HQ independente
americana American splendor (inédita no Brasil), que deu a Pekar
renome (ainda que não dinheiro...) e agora é transformada em um interessante
filme.
Tal qual sua versão em quadrinhos, a película
American splendor acompanha a vida de Pekar até o momento atual.
Anti-herói
americano
(American Splendor, de Shari
Springer Berman e Robert Pulcini, 2002)
ganhou em janeiro o grande prêmio do Júri no Festival de
Sundance, na categoria melhor drama e conta a transformação de Pekar
em escritor de quadrinhos e personalidade instantânea (cortesia de suas aparições
no programa de David Letterman, algumas das quais mostradas na tela),
sua luta contra o câncer e vários outros eventos. Sim, Pekar é uma pessoa comum
(ainda que cheia de manias) e sua vida não tem mais eventos do que a da maioria
das pessoas do mundo.
O charme da produção (e da HQ) é saber mostrar
isso sem enfeitar a realidade ou tentar fazer o protagonista parecer mais
simpático. Pekar mostra como é sua vida de forma clara e honesta. É fascinante,
ainda que não venha a ser uma unanimidade entre os espectadores.
Chama a atenção o cuidado com que
o elenco foi escolhido. Quase todos os atores são parecidos com suas contrapartes
da vida real, em especial Paul Giamatti, que interpreta o próprio Harvey
Pekar com precisão. A similaridade entre ambos é impressionante e pode ser conferida
nos segmentos em que o verdadeiro quadrinhista, já bastante envelhecido, aparece
na tela. Também são notáveis os atores que interpretam o amigo de Pekar, Toby
Radloff (Judah Friedlander), e o cartunista Robert Crumb (James Urbaniak).
Por outro lado, a atriz Hope Davis, que fez o papel da esposa de Pekar,
embora competente, pareceu um tanto bonita demais para o papel, problema comum
em produções hollywodianas..