No segundo filme - O Exterminador
do Futuro 2 - O Julgamento Final (Terminator 2 - Judgement Day,
de James Cameron, 1991) -, Schwarza virou o mocinho. Dessa vez, volta empenhado
em impedir que um outro andróide, muito mais avançado que ele,
assassine o adolescente John Connor (Edward Furlong), filho
de Sarah. O filme foi o mais caro de sua epoca e inovou nos efeitos especiais.
Além disso, a franquia ficou famosa por
duas frases ditas pelo robozão: "Hasta la vista, baby"
e "Ill be back".
Hes back!
Difícil acreditar, mas Exterminador
do Futuro 3 repete exatamente a mesma fórmula de seu antecessor...
e funciona! Em A rebelião das máquinas
(Terminator 3: Rise of the Machines, de Jonathan Mostow, 2003), o musculoso
ator austríaco vive mais uma vez um Exterminador ultrapassado que precisa
impedir a T-X, a bela "exterminadora" interpretada
por Kristanna Loken, de matar John Connor (Nick Stahl).
Inicialmente, a diferença na trama consiste na missão da T-X,
que inclui o assassinato de todos os generais da resistência humana do
futuro. Porém, um casual encontro com Connor e sua amiga Kate Brewster
(Claire Danes) fará com que ela persiga-o durante toda
a duração da fita.
Apesar da repetição da receita
de sucesso criada por James Cameron (Titanic), o diretor
Jonathan Mostow e os novos roteiristas obtiveram sucesso em
incorporar elementos de humor na nova produção. A saída
provou-se certeira. Satirizar sutilmente certos aspectos da franquia foi uma
excelente maneira de apresentá-los novamente, sem parecer repetitivo.
A adição de novas informações sobre o futuro apocalíptico
da Terra também é bem-vinda, abrindo novas possibilidades para
o futuro da série.
A nova produção também mostrou-se no nível das
anteriores no quesito "destruição descerebrada". A seqüência
de perseguição pelas ruas de uma cidade é, literalmente,
devastadora. Nelas, Schwarzenegger, que completou 56 anos ontem (30/7), prova
que ainda tem fôlego para mais alguns filmes de ação, apesar
de contar agora com o fortuito recurso dos dublês digitais.
Obviamente, há ressalvas. Viagem no tempo
é um gênero traiçoeiro da ficção científica.
O vai e vem temporal sempre deixa buracos imensos no melhor dos roteiros. No
caso de Exterminador do Futuro 3, há discrepâncias gritantes,
coisas que poderiam ter sido melhor trabalhadas caso os roteiristas tivessem
assistido mais vezes à trilogia De volta para o futuro. Felizmente,
nada que prejudique os 109 minutos de agradável diversão do filme.
;-)