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velozes + furiosos
2 fast 2 furious - 100 min.
Ação - EUA, 2003
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Direção:
John Singleton
Roteiro: Michael Brandt, Derek Haas, Gary Scott Thompson
Elenco: Paul
Walker, Tyrese, Eva Mendes, Cole Hauser, Chris "Ludacris"
Bridges, Thom Barry, James Remar, Devon Aoki |
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Velozes e Furiosos
(Fast and Furious, de Rob Cohen) foi um daqueles filmes em que não
existia meio termo. Ou você se divertia muito e saía do cinema
em alta velocidade para poder dirigir logo (leia mais aqui),
ou ficava furioso com uma trama boba feita para mostrar atores tão bonitos
quanto canastrões e máquinas potentes, mas que te inspiram tanto
quanto uma foto do Pedro de Lara pelado (leia mais aqui).
O filme foi uma
das maiores surpresas de 2001. Com o custo de apenas 40 milhões de dólares
(bons projetos hollywoodyanos custam, em média, 70 milhões), a
fita conseguiu arracadar mais de 140 milhões de dólares só
nos Estados Unidos. Uma conseqüência óbvia para este sucesso
era o início de produção da continuação.
No final do filme
anterior, Brian OConner (Paul Walker) ajudou Dominic Toretto
(Vin Diesel) a fugir da polícia dando o seu próprio
carro para o "bandido-bonzinho". Fazendo isso, ele honrou sua palavra
com o rachador, mas aruinou uma mega-investigação da qual ele
participava como policial à paisana infiltrado. Claro que os seus chefes
não ficaram nada felizes e, além de voltar para casa a pé,
ele perdeu o emprego.
Mais dinheiro.
Menos cérebro.
O orçamento
mais de duas vezes superior ao original não foi suficiente para segurar
nem Vin Diesel, nem o diretor Rob Cohen. Juntos, eles foram
filmar Triplo
X (XXX - 2002), no qual Diesel recebeu "meros" 10 milhões
de dólares - metade do que ele está ganhando para fazer Chronicles
of Riddick, continuação de Eclipse mortal (Pitch
black, 2000).
Os substitutos
escolhidos foram John Singleton (Os donos da rua, Shaft)
para a cadeira de diretor e o cantor Tyrese (O dono da rua)
como parceiro de Brian. Enquanto Tyrese roubou a cena fazendo gracinhas e mostrando
seu corpo esculpido, Singleton derrapou. As corridas, mesmo contando com mais
recursos (inclusive muita computação gráfica), empolgam
menos. Não existe mais a tensão do filme anterior em que se descobria
só no fim quem era da gangue que roubava caminhões.
Apesar de ser passar
em Miami, "capital da América Latina", a etnia mais forte é
a negra - conseqüência da influência exercida por Singleton
e Tyrese, duas estrelas "afro-americanas" que fazem questão
de não esconder suas origens. Por isso, o hip-hop é quem
mais chacoalha os esqueletos, depois dos motores dos carros, claro.
Para limpar seu
nome, OConner recebe uma última chance da polícia federal: se
infiltrar novamente no submundo dos rachas e ajudá-los a descobrir uma
forma de capturar o argentino Carter Verone (Cole Hauser),
que está na Florida para lavar o dinheiro ilegal que consegue. Sua única
condição para aceitar o desafio é que ele escolha o parceiro:
o ex-presidiário Roman Pearce (Tyrese). A relação entre
os dois é complicada e tem mulher no meio da jogada. Aliás, este
é o ponto fraco de Brian, que se deixa atrair por qualquer par de pernas
(não que a belíssima Eva Mendes seja uma qualquer).
Mais velozes,
mais furiosos é também "mais engraçado".
Mas, é também "menos inteligente", pois é lotado
de clichês, não apresenta surpresas para o público, nem
tampouco as boas "atuações" dos carros do seu filme
original. Mas isso não quer dizer que a ação não
seja ótima, que os carros não sejam rápidos, nem que a
diversão não seja garantida.