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O
novato
The recruit, EUA, 2003
Direção: Roger Donaldson
Roteiro: Roger
Towne, Kurt Wimmer, Mitch Glazer
Elenco:
Al Pacino, Colin Farrell, Bridget Moynahan, Gabriel Macht, Mike
Realba, Domenico Fiore, Karl Pruner, Ron Lea
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Segundo a lenda,
a CIA possui uma fazenda onde treina seus candidatos a agente secreto. Para
fazer parte deste time, você tem de ser inteligente, determinado e acreditar
na sua causa. James Clayton (Colin Farrell) reúne estas
três características, porém a "causa" que ele
acredita é a sua própria, não a de seu empregador.
Clayton está
se formando numa das mais conceituadas faculdades americanas, onde desenvolveu
um projeto de criptografia (pegar dados e embaralhá-los, para que outras
pessoas não consigam entendê-los) que desperta interesse em grandes
empresas. Mas quando Walter Burke (Al Pacino) chega para ele
e diz que tem informações sobre a morte de seu pai, o jovem é
imediatamente fisgado e sua determinação em descobrir o que aconteceu
o leva à sede da Inteligência Americana.
Na tal "fazenda",
ele conhece Layla (Bridget Moynahan) e não é
necessário ser da CIA ou FBI para prever o que vai acontecer entre os
dois. Ao lado dos outros recrutas, eles sofrem horrores e aprendem na pele que,
como diz o trailer:
"nada é o que parece" e "tudo é um teste".
E é neste clima que o filme vai, a cada cena, sofrendo reviravoltas.
As boas atuações sustentam a trama, dificultando o trabalho de
descobrir quem está trabalhando para quem, e quem são os reais
vilões da história. Pacino mais uma vez interpreta o mentor (papel
que já desenvolveu antes em O Advogado do Diabo com Keanu Reeves
e Donnie Brasco, ao lado de Johnny Depp) e Colin novamente prova que
tem gabarito para acompanhar um astro de renome, como já fizera com Tom
Cruise (Minority
Report - A nova lei) e Bruce Willis (A
Guerra de Hart).
A história
em si não tem nada de excepcional, mas foi executada com profissionalismo
pelo diretor Roger Donaldson. Este é o terceiro trabalho do cineasta
australiano com teor político, seguindo Sem saída (No
Way Out - 1987) e Treze dias que abalaram o mundo (Thirteen
days - 2000). Interessante notar o trabalho de câmeras, que geralmente
mostra a história sob o ponto de vista de Clayton, alternando com algumas
tomadas feitas da altura do teto, dando uma impressão "Big Brother".
Uma outra boa curiosidade de bastidores é que o saguão de entrada
da CIA que aparece na telona é uma reprodução em tamanho
real do verdadeiro prédio da agência. Isso só foi possível
porque a própria CIA ajudou a produção. Além de
fornecer as medidas do local e fotos, eles abriram o jogo (na medida do possível,
claro) sobre o seu processo de recrutamento dos futuros agentes e a dura vida
dos espiões. Tudo para deixar o filme mais verossímil possível.
Não
que Hollywood ligue muito para isso. Afinal, O novato tem tiros, traição,
perseguições e bons atores. Enfim, tudo o que um filme de espionagem
deve ter. Ah, e pras meninas, tem ainda um charmoso Colin Farrell mostrando
sua tatuagem no ombro direito (obs: a tatoo é de verdade).
Imagens
© Touchstone Pictures